RELIGIÃO COMO FORMA DE PODER

O poder temporal continua seduzindo homens e mulheres da Terra, e assim ocorreu desde o princípio dos tempos neste pequeno mundo. Até certo ponto, nós entendemos que a vida no solo terreno oferece as mais diversas experiências e oportunidades para as almas aqui renascidas, pois a sensação de vida curta leva o indivíduo a acreditar que deva tirar o maior número de vantagens possíveis, mesmo que o semelhante pague por isso. Esse é o erro que tirou a felicidade das mãos humanas, nascendo as guerras e desavenças conhecidas da história humana.


Desta forma, qualquer meio constituído, seja político, empresarial, militar ou mesmo religioso, são escadas para a execução de planos que visam a manutenção do poder e a possibilidade de vencer o outro pela força (física ou moral).



Especialmente a religião não deve ser pano de fundo para a exibição e execução do poder. Não se comercializa no meio religioso, pois é uma área delicada que envolve o sentimento mais profundo do ser humano em sua viagem evolutiva.



Retirar vantagens deste meio é abrir um lapso em sua própria alma, desvelando o mais profundo da consciência, revertendo-se em grande remorso no âmago da própria criatura.



E repito, não será Deus o desencadeador deste remorso, e sim a própria alma causadora do delito. Infelizes os que usam a religião para fins particulares, sugando o tempo, os bens materiais e a dignidade dos mais simples.



Aprendam a lutar pelos bens da alma, amando e ajudando o próximo, trabalhando e aprendendo com a grande oportunidade que mais uma existência oferece.



Se religião é religar-se, e religar-se a Deus, Deus sendo o amor total, a religião só pode ser a favor do amor, e no amor não há espaço para as disputas de poder, mandos e desmandos e toda a gama de inferioridade que ainda coroa o ser humano.

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