POEMA
Por uma esquina robusta, próxima à rua Augusta, pude vislumbrar um rosto, traços lindos, um poço de felicidade que deixou saudade só de imaginar a grandeza do verbo amar, ou do sentir dentro do peito, um beijo doce, um leito, quente, como quente é o amor. Mais que isso, um sonho visto com o pensamento sincero, mais, muito mais que um lero, acima de qualquer mistério, era o amor a espreitar um coração solitário, de um ser lendário, como só poderia ser eu mesmo.
Deslumbrante, retumbante, sonante, como as ondas do mar ou mesmo sua brisa, a roçar a divisa entre a razão e o existir. Tal como um elixir, a vitalizar o corpo, o ser, o próprio existir. Oh, amor que pensamentos mil despertam num ser varonil, um homem juvenil a se ver criança, na esperança da felicidade.
Salve, salve todo o seu ser, no rosto a me dizer que a alma é profunda, nobre, grande, oriunda da pureza, da certeza do existir de um anjo. Amor, amor, uma flor sem preço e sem cor, inexistente na realidade ausente de todas as mentes sem Deus, de todos que não observam os olhos seus. Vou ao encontro, penso num ponto, lembro-me de um conto, busco palavras para lhe amar, para saldar o verão de amor, com aquela mesma flor, única e profunda, especialmente sua, indivisível, eterna, bela, singela, quase amarela, num pedaço de Sol, a entregar-lhe o ouro do meu nobre amor.
Amor que salva, que cura, que eleva, que felicita. Que revela, que muda e renova. Solicita. Envolve, enleva e santifica. Altera, prepara e batiza. Como um hálito divino, devolve-lhe a vida e a coragem, hoje e eternamente!

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