EPOPEIA DOS RELACIONAMENTOS HUMANOS

Parece ser um assunto bastante batido, mas não é. Os relacionamentos humanos guardam enigmas gigantescos, e sempre há espaço para um "pitaco", para algum novo comentário.
Sempre dizemos que no amor manda o coração e não a razão. Nós até reconhecemos a pessoa ideal para nós, mas nos apaixonamos sempre por quem nem esperávamos. Muitos seguem a razão; erram e acertam. Outros seguem o coração; erram e acertam. Até aí tudo bem!
Mas quando nos deixamos levar por caminhos preconceituosos, ou quando escolhemos alguém para ser objeto de nossa exibição, a coisa acaba descambando para um rumo perigoso e de muito sofrimento.
Especialmente na juventude, a nossa pessoa amada serve como escudo de auto-afirmação, onde podemos exibi-la como um troféu e fazer média junto aos "amigos". É claro que nesta situação a beleza física é mais que fundamental, pois o objeto tem que ter boa aparência, e nossos "amigos" irão comentar!
Diante dessa imaturidade, passamos a juventudo sempre a lamentar (pelo menos grande parte de nós), e mais tarde, em torno dos quarenta anos, o mundo interior de quem amamos, passa a ter um maior destaque nas nossas avaliações, inclusive na avaliação de nossos "amigos".
Quantas escolhas absurdas nós fazemos, baseados no que a sociedade acha o que é melhor, e deixamos para trás a nossa essência, o nosso querer mais profundo.
Quase sempre sentimos vergonha de estar com pessoas corretas, que até são vistas como esquisitas pela sociedade, e nos "divertimos" bastante ao lado de pessoas drogadas, desonestas, desrespeitosas e descompromissadas com a vida. Fazemos isso só para darmos uma "satisfação" à sociedade, àqueles "amigos" que desaparecem quando realmente precisamos deles.
Enquanto os relacionamentos tiverem essa falsa medida, nossa probabilidade de infelicidades aumentará e muito!
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