PAPAI NOEL


Quando eu tinha um ano de idade, acreditava que o leite materno me sustentaria para sempre.

Quando eu tinha dois anos, acreditava que o universo pertencia somente a mim.

Quando eu tinha quatro anos, ainda acreditava em Papai Noel, coelhinho da páscoa etc.

Aos oito anos, meu pai era o herói intransponível.

Aos desesseis anos, sem entender nada de música, nada de amor, nada de coisa nenhuma, eu achava que poderia modificar o mundo completamente.

Aos vinte anos, ainda acreditei nas belas oratórias de políticos astutos, cujo único pensamento era em benefício próprio.

Presentemente, sei que muito pouco poderei fazer ao mundo sozinho, sei que meus pais são tão frágeis como qualquer um, sei que podemos e devemos alimentar sonhos, mas com muito cuidado. Sei também que o amor é algo sublime e deve merecer todo o nosso investimento.

Sei ainda que as músicas que gosto podem não ser do gosto alheio, mas me fazem um grande bem.

E hoje posso garantir que a corrupção, o crime etc., (a própria maldade) são epidemias que não só atingem a esfera política, mas campeiam por toda a parte.

Viva a morte da ingenuidade!

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