VERDADES RESTAURADAS

PREÂMBULO

O pequeno e belíssimo planeta Terra, do azul de sua atmosfera, bem como de múltiplas outras cores, se regozija com mais uma oportunidade de bênçãos e instruções sobre sua natureza e o objetivo da vida em seu solo. No mesmo momento em que a humanidade não consegue responder aos apelos de paz, mantendo sentimentos muito aquém do sentimento ideal, que habita em latência todos os corações humanos. Nosso sinal profético é estendido junto a todos aqueles que desejam o consolo e o esclarecimento da verdade.

O medo aqui não habita, mesmo sabendo do grande número de cultivadores da mentira e contrários, portanto, à verdade. Pouco não será o esforço para que a verdade não chegue aos corações sedentos do líquido precioso, que pode matar esta sede para sempre, como no exemplo de Jesus com a Samaritana; mas nosso esforço também não é e não será pouco em favor da humanidade e sua libertação das amarras da mentira.

Este sinal é de força, pois este sinal contém Deus em sua essência. Mesmo num mundo confuso, de um novo século de incertezas, o Criador ordena que a mensagem seja reforçada, renovada para o presente e porvir, mas com a mesma essência de todos os tempos, pois a verdade é a mesma para todos os tempos e em todos os lugares. A audácia de muitos homens fez com que a verdade fosse distorcida e adulterada, mas perante as Leis Universais não há impunidade, e os mesmos adulteradores de ontem são muitos dos que no presente trabalham pela restauração da verdade em sua pureza de concepções.

Que a verdade restaurada encontre na mente e nos corações populares a ressonância necessária ao esclarecimento das coisas.

Bênçãos a todos!

1 – O CONCEITO DA RELIGIÃO

(1-) No sentido mais profundo, o que é religião?

Desde que o homem emergiu na Terra como um ser, mais ou menos, racional e inteligente, sentiu a imediata necessidade de cultuar, venerar, adorar e ligar-se a um ser superior, Criador de tudo aquilo que era observado e sentido por ele. Embora de modo primitivo, ao longo dos milênios o ser humano foi aperfeiçoando o seu culto e ritual e com a idéia corrente de que a vida na Terra nada mais seria do que uma queda do paraíso, onde todos os homens estavam inseridos pelo pecado; nasce aí a religião, que significa religar, ou seja, religar-se a Deus, no sentido mais correto do termo.

E de fato, o sentido mais profundo da religião é executar o processo de crescimento e conseqüente ligação – ou religar-se – da criatura com o seu Criador. Todo o ritual, todos os aparatos, todas as formas de cultos estão diretamente ligados às diversas culturas e compreensão de cada povo, de cada pessoa, jamais encerrando uma verdade pura e absoluta. Quanto mais o homem evoluir, mais compreenderá o verdadeiro significado da religião, superando o fanatismo, os falsos conceitos, os preconceitos e toda ordem de discórdia que ainda assola este planeta.

(2-) Qual é o sentido de religar-se?

Somos originários da própria Divindade, ou seja, nascemos na Mente Divina e iniciamos nosso processo evolutivo em bilhões de anos. Ao tomarmos forma, iniciamos o processo de individualidade, de desenvolvimento da inteligência e da razão. O encontro com a razão nos faz, a princípio, “separar-se de Deus”, na simbólica idéia do “fruto proibido”. Em determinado momento íntimo, compreendemos que há a necessidade de algo maior em nossas vidas e entendemos que há algo mais em nossa jornada. Assim, começamos a fazer o caminho de volta, isto é, diante, agora, de nossa inteligência e razão, descobrimos que temos um compromisso muito maior, e este compromisso se estende ao infinito, rumo ao perfeito, rumo a Deus.

(3-) Qual o motivo para tantos desentendimentos entre os religiosos?

O fanatismo e a vaidade dos homens têm levado a religião por um caminho obscuro e discordante, onde a pretensão de ser “dono da verdade” acabou levando muita gente para a derrocada de si mesmo, ou seja, crimes hediondos foram e são cometidos em nome da religião e/ou de Deus. Enquanto os homens não se derem conta de que precisam antes de tudo se despojar de suas próprias mazelas interiores, a religião não refletirá o sentido cristão de fraternidade entre os próprios homens.

(4-) Será que é tão difícil para os homens compreenderem o real sentido da religião, já que a base de todas as religiões diz respeito ao amor de uns para com os outros?

Todos os escritos sobre religião, em todos os tempos históricos observados, nos mostram duas realidades bem diferentes, isto é, encontramos uma mistura de cultura de determinada época, de determinado povo e o entendimento dessa cultura e desse determinado povo, relacionado com a idéia de Deus e de religião. Quero dizer que, por exemplo, na Antigüidade religiosa, era comum sacrificar pessoas em oferenda a “deus” – ou aos deuses –, e depois o sacrifício passa a ser de animais e assim por diante, até o povo compreender a ineficácia e a não necessidade desse ato religioso. Dessa forma, a incultura dos povos sempre se mistura à religião, causando os mais incríveis desentendimentos, mesmo que, por outro lado, observamos os mais sublimes ensinamentos.

Esses sublimes ensinamentos acabam eclipsados pelas divergências culturais e cada grupo religioso classifica Deus no seu modo próprio, segundo seus costumes e entendimento, ficando o “amai-vos uns aos outros” em segundo plano, ou sem compreensão necessária.

A idéia arcaica de que Deus é um velho ancião, de barbas grandes, severo, sentado em um trono, com qualidades e defeitos, um Deus guerreiro e destruidor de povos inimigos, deixam a impressão de que devemos ter muito medo e seguir rigorosamente as ordens do “Senhor dos Exércitos”, como encontramos em algumas passagens bíblicas. A mentalidade atual não suporta muito esta idéia, mas muitos grupos religiosos insistem neste modo de pregação. Daí toda a confusão instalada na mente humana.

(5-) A Bíblia (e somente a Bíblia) é a palavra de Deus, conforme nos ensinam?

Hoje, não podemos admitir que a Bíblia seja a única e a última palavra em matéria de religião e muito menos que ela seja a palavra de Deus em definitivo. Somente o fanatismo nos dá conta disso tudo, pois os desenvolvimentos científicos, tecnológicos e socioculturais nos provam que sabemos muito pouco de todas as coisas.

A manifestação Divina ocorre em três esferas básicas, ou seja, na religião, na ciência e na arte. Nestas três esferas iremos encontrar a manifestação do Criador para com a criatura.

Na Bíblia, muitas passagens nos dão conta da manifestação Divina, como nos Dez Mandamentos, nos ensinamentos dos profetas e na luz profunda da manifestação do Messias, o Filho de Deus por honra e por direito, que entre tantos outros ensinamentos nos assinalou o “amai-vos uns aos outros”. Por isso e por muitas outras coisas, entendemos a Bíblia como um livro sagrado, rico de Deus, mas rico também da cultura do povo hebreu, de suas histórias e aventuras, de seus conceitos e preconceitos de muitos séculos passados.

Todas as novas descobertas da ciência, por lei, denotam a manifestação Divina, toda a arte que eleva, por lei, demonstra a manifestação de Deus, toda a compreensão religiosa, baseada no amor, na fé raciocinada e na lógica, por lei, reflete a manifestação da Suprema Luz.

Mesmo a Bíblia, estruturou-se de acordo com as circunstâncias da época. Roma, já nas proximidades de sua queda como Império, incorpora os princípios do Cristianismo no século IV de nossa era, mas estabelecendo vários critérios e alterações substanciais, como a seleção dos Evangelhos que comporiam o livro sagrado. Toda a idéia de reencarnação e evolução da alma foi suplantada. Dos mais de 40 Evangelhos existentes, foram escolhidos os quatro que mais se afinavam entre si e estavam mais ou menos de acordo com o que queriam os conselheiros de então.

Desta forma, não podemos limitar o Ser Supremo aos nossos conceitos ínfimos, não podemos mais imaginar que Deus seja o que foi Zeus para os gregos, onde o limite do humano e do divino não existia. Deus é infinitamente mais do que podemos imaginar e a própria vida não se resume no que conhecemos na Terra.

(6-) Como superarmos as antigas tradições, visto que por séculos e séculos mantemos e cultuamos essas idéias que estão enraizados em nossas mentes?

Devemos entender primeiramente que tudo no Universo é mudança. Se há dois mil anos atrás sequer nós imaginávamos a utilidade da eletricidade, sequer sonhávamos com a possibilidade de viajarmos em imensos “pássaros de aço” (aviões), o que poderíamos imaginar em termos de futuro? Somente o fanatismo nos prende ao pensamento cristalizado, ao conservadorismo doentio, que tanto mal faz à humanidade.

Nossa mentalidade deve ser futurista, mas não podemos esquecer que o futuro é o presente realizado, portanto, temos o dever de trazer as idéias futuristas para o presente, para a nossa realidade. E a mentalidade futurista nos fala da verdadeira fraternidade, nos explica a verdadeira função de uma sociedade com base no “fazei aos outros tudo aquilo que queres que os outros te façam”. A incapacidade em compreendermos estes preceitos, tem nos levado pelos caminhos mais absurdos, fez construir o grande império do egoísmo, a disparidade que enriquecem exageradamente alguns, empobrecendo milhões e milhões de outros seres humanos como todos nós.

O tempo em que perdemos discutindo se o “sinal da cruz” deve ser feito com a mão direita ou com a mão esquerda, nos remonta à descoberta de que, quase sempre, estamos presos a dogmas e idéias ultrapassadas, onde nos esquecemos de vivenciar em todos os momentos os verdadeiros preceitos, os verdadeiros ensinamentos que podem nos dar a felicidade real.

Com respeito a todas as religiões e crenças, eu deixo o meu questionamento, para que todos possam refletir:

Deus, em Sua onisciência e onipotência, valoriza nossas ações interiores – amor verdadeiro, pureza de sentimentos, honestidade em nossos atos, perdão às ofensas etc. –, ou nossas ações exteriores – orações repetidas sem sentimento e entendimento, rituais feitos sem a menor compreensão, penitências físicas (autofragelação) ou sinais externos que Jesus jamais ensinou? Reflita!

(7-) Por que nos apegamos mais a atos exteriores do que interiores?

Somente a pureza interna pode refletir-se em atos de verdadeira grandeza e realidade. Como a criatura humana se descuida de seu interior, os atos exteriores são as únicas ferramentas disponíveis, mesmo em se tratando de religião.

(8-) Qual é a diferença entre religião e religiosidade?

A religião, na maioria dos casos, é muito mais um rótulo do que uma profissão de fé verdadeira. A freqüência aos templos e igrejas ainda traz a ilusão de “salvação”, pois se imagina que Deus é circunscrito a uma construção de concreto, e fora desta construção não há manifestação Divina.

Muitas e muitas pessoas, freqüentadoras de cultos religiosos, cometem os mais criminosos atos todos os dias, são cépticos que apenas buscam interação e vantagens sociais, desprovidos de fé e riqueza interior. Por outro lado, pessoas que não costumam freqüentar templos e igrejas, pessoas simples, mas grandiosas, são possuidoras dos sentimentos mais profundos e de atos nobilíssimos, que engrandecem a sociedade terrena. No capítulo quatro, do Evangelho Segundo São João, nós encontramos o diálogo de Jesus com a mulher samaritana. Entre outras considerações, a mulher indaga a Jesus se Deus deveria ser adorado na Montanha de Garizim (ou gafanhoto) ou no Templo de Jerusalém, pois os samaritanos e os judeus não se entendiam, estavam divididos. A resposta de Jesus foi clara e incisiva: “Deus não deveria ser adorado apenas no Templo ou na Montanha e sim no coração de cada um de nós, pois Deus é Espírito e deve ser adorado em espírito e verdade”.

Desta forma, a religiosidade é muito mais do que o rótulo que, por ventura, possuímos. Ela não se resume ao ato de freqüentar, também não se restringe a esta ou aquela construção, a religiosidade transcende para todos os momentos da vida, pois o “amai-vos uns aos outros” é prática diária e de todos os momentos, é o egoísmo humano que prende a religiosidade nos templos de pedra, impedindo que ela seja viva no templo da alma.

(9-) Qual é a verdadeira religião?

Seria difícil responder esta questão se não estivéssemos sintonizados com a lógica e a grandeza Divinas.

A verdadeira religião não deve ser esta ou aquela, ou seja, a verdadeira religião não está constituída sob um dos diversos rótulos encontrados na Terra. A verdadeira religião foi expressa por Jesus, quando afirmou o amor a Deus sobre todas as coisas e, um segundo mandamento, com o mesmo valor, o amar ao próximo como a si mesmo, sintetizando o verdadeiro dever que cabe a cada um de nós, pois aplicado este dever, todos os direitos ocorrem naturalmente.

Portanto, a verdadeira religião é a Religião Universal do Amor, livre de toda a filosofia humana, de todas as distorções interesseiras, de toda a hipocrisia destruidora da fé das massas, de todos os dogmas, de tudo aquilo que limita o desenvolvimento da criatura humana e de mãos dadas com a verdade Divina, com o progresso da humanidade, com o esclarecimento através das revelações espirituais e com a conseqüente felicidade do homem.

(10-) o ficam os que dizem que esta ou aquela religião é a verdadeira, é a autêntica Igreja de Deus na Terra?

É absurdo afirmarmos que Deus tem preferência por uma ou por outra religião constituída na Terra. Acostumamos-nos sempre a emprestar nossas fraquezas ao Ser Supremo, como se costuma dizer no Brasil que Deus é brasileiro; mas claro que nos Estados Unidos, por exemplo, dizem que Deus é americano, ou que Deus torce por tal ou tal time esportivo.

Já passou da hora de raciocinarmos como seres maduros e inteligentes. É horroroso ficarmos imaginando, falando ou ensinando doutrinas que diminuem ao infinito a grandeza de Deus. Blefamos quando pensamos em Senhor dos Exércitos, Deus Ciumento, Dia Terrível do Senhor, Deus de Israel e tantas outras denominações, que coube no passado, para um povo muito mais atrasado do que o atual, portanto, as alegorias, as histórias mirabolantes, a propaganda milagreira, as parábolas e todos os enfeites daqueles séculos passados, já não nos servem ao pé da letra. Assim, devemos ter muito cuidado ao analisarmos as coisas de um ponto de vista que não atende à nossa atual psicologia. Existem pessoas racionais e pessoas raciocinadas, isto é, os primeiros pensam e analisam, formando suas próprias opiniões, enquanto os segundos recebem o raciocínio dos outros e aceitam sem pestanejar, ou seja, são manobradas pela opinião alheia que, na Terra, quase sempre, é baseada no egoísmo. A ignorância torna o povo cúmplice de seus maiores inimigos.

Deus é de tal sorte superior à matéria, que jamais se mistura a ela. É normal que no passado não era possível conceber Deus de forma mais profunda, e criamos um Deus antropomórfico. Na atualidade, é possível irmos mais além, concedendo a Deus o seu verdadeiro sentido de perfeição. E o Pai (ou Mãe) perfeito não ama mais um filho do que ao outro, não tem preferências, não empresta favores a uns e infortúnios a outros, “a cada um segundo as suas obras”.

(11-) Como ficam as religiões constituídas? Elas são importantes?

Todos nós devemos muito às religiões constituídas. Todas elas são importantes, cada uma delas se liga ao senso psicológico de cada criatura humana. O homem mais evoluído ligar-se-á a conceitos e doutrinas que se aproximam da verdadeira espiritualidade; por outro lado, a criatura menos evoluída se contentará com dogmas e conceitos mais materialistas e todo o fanatismo que decorre desse materialismo.

Ao Catolicismo, Protestantismo, Umbanda, Candomblé, Budismo, Taoísmo, Confucionismo, Islamismo, Hinduismo, Jainismo, Judaísmo, Esoterismo, enfim, a todos os ismos religiosos do Ocidente e do Oriente, muito devemos, pois independentes de todos os erros históricos, de toda a fraqueza humana, fizeram e fazem a humanidade caminhar. Poderia ter caminhado muito mais, mas de qualquer forma caminhou, e isto é importante, pois em todos os cantos do planeta há manifestações e escolas religiosas adequadas a cada cultura e psicologia, como dissemos. Com o entendimento adequado, todas as religiões caminharão rumo à coesão e aproximação com a Religião Universal do Amor, como é natural ocorrer na evolução da sociedade terrena.

(12-) A realização religiosa pode nos dar a verdadeira felicidade?

A realização religiosa, estruturada na universalidade do amor, é a própria felicidade!

(13-) Diante de todas estas conclusões a que nós chegamos, devemos mudar de religião ou abandonar as religiões constituídas?

De maneira nenhuma. De modo geral, o ser humano precisa e muito das religiões constituídas, pois a sua própria psicologia exige. Todas as nossas conclusões chamam a atenção para o porvir, nos preparando para o verdadeiro encontro religioso, que se dará quando o homem estiver mais maduro espiritualmente.

(14-) O que explica essa exigência psicológica?

Todos nós precisamos do contato social, da inter-relação, que tanto bem nos faz. As religiões constituídas da Terra, bem como seus cultos e suas programações, são as grandes oportunidades que os homens têm para, ao mesmo tempo, participarem de suas sociedades, buscando a interação com Deus e com a sua religação. Mas, o homem evolui e sua psicologia pede algo mais!

2 – BUSCANDO A ESSÊNCIA DE DEUS

(15-) É normal, a dúvida que paira no âmago dos homens a respeito de Deus?

Normal não é a palavra e nem o termo mais correto, porém a fragilidade moral do homem tem transformado o cepticismo em algo normal. Digo mais, tornou-se moda não crer de fato em um Ser Supremo. Na atualidade, as crenças são supérfluas, estão servindo apenas de fachada social, onde, como já foi dito: a prática dos grandes preceitos não está na vida diária dos homens.

(16-) O que pode explicar esse cepticismo?

Sem uma explicação mais profunda, de acordo com a lógica e a razão, sobre as verdades divinas, as “portas largas” ficaram abertas e com maiores facilidades para que o homem siga essa estrada errônea, permitindo que o mundo continue extremamente materialista, imoral, cheio de quadros pitorescos de uma vida bélica e desumana. Basta uma simples análise na história do mundo terreno, para descobrirmos a belicosidade e o desamor que tem caracterizado a vida humana em todos os tempos.

(17-) Podem-se encontrar provas patentes da existência de Deus?

Para a pessoa revoltada, todo o sincronismo universal, todo o equilíbrio e o aparente desequilíbrio da natureza, bem como o encadeamento das coisas, não são suficientes para garantir uma crença na existência Divina. Para a pessoa observadora, com um mínimo de sabedoria e dotada de bom-senso, esses simples sinais da natureza já são suficientes para demonstrar a existência de um Ente Superior.

Muitas vezes, para o céptico, é mais fácil admitir a existência do acaso. Apenas muda-se o nome, pois o acaso nos dá plenos sinais de inteligência, aliás, de suprema inteligência!

No ar que respiramos, na água, nos alimentos sólidos, na necessidade do trabalho, nas mudanças geológicas, climáticas e sociais, nas transformações metabólicas do organismo, na capacidade de reprodução dos seres vivos, no equilíbrio dos sistemas solares, das galáxias, do Universo, enfim, para todos os lados que olhamos, em tudo que investigamos, nas análises diárias, na busca por melhorias, tudo dá sinais de Deus! Até mesmo as aparentes injustiças, por trás do “Véu de Ísis”, dão sinais da justiça Divina!

(18-) Quais as principais Leis Divinas, desconhecidas pelo homem terreno?

A Lei do Amor, a Lei da Imortalidade, a Lei dos Renascimentos, a Lei Dimensional e a Lei da Evolução (além de outras leis naturais). Todas elas sugerem a Lei do Trabalho.

(19-) No que consiste a Lei do Amor?

O Amor é o maior e mais importante sentimento que deve coroar a criatura humana, dotada de razão e discernimento. Só o amor pode construir uma verdadeira sociedade, salvar o homem de todas as atrocidades que ainda existem no meio humano. É o Amor e somente o Amor que pode dar ao homem o verdadeiro senso de fraternidade e de irmandade entre todos. É o sentimento que satisfaz, de fato, a criatura de Deus; toda a ação contrária ao Amor contradiz as Leis Divinas, causando todos os transtornos que impedem o homem de ser realmente feliz. Irrevogavelmente, o Amor é uma Lei!

(20-) Poderá o homem crer na sua imortalidade?

A imortalidade é o grande presente da vida. Quando o homem se der conta de sua imortalidade, levantar-se-á do lodo em que se encontra, abrindo as portas da Fé e do entendimento, visando o grande objetivo do Amor a si mesmo e ao próximo, compreendendo o grande sentido que o cerca, salvando-se definitivamente do materialismo que corrompe sua própria alma, do egoísmo que o faz inimigo da própria vida e da própria felicidade. Imortalidade é transformação, é vitória sobre a aparente morte, é entrada na verdadeira vida.

(21-) Que sentido tem a Lei dos Renascimentos?

Todo o sentido possível. É, a lei dos renascimentos, capaz de nos explicar o, aparentemente, inexplicado, dando-nos as respostas para tudo àquilo que, aos nossos olhos, é injusto. Sem renascimento não há transformação de personalidade, de habilidade, enfim, não há evolução.

(22-) O que é Lei Dimensional?

É a Lei que rege as diferentes dimensões do Universo. Ou seja, falamos da imortalidade, mas não vemos o “mundo dos mortos”, que, na realidade, estão na verdadeira vida; esta invisibilidade se dá porque fora do corpo físico, também nos encontramos em uma outra dimensão, em uma vibração diferente da do mundo carnal. Chamamos de espiritualidade esta outra dimensão, mas mesmo na espiritualidade existem várias dimensões interpostas, que o futuro se encarregará de comprovar!

(23-) Evoluir por quê?

A evolução é o sentido de tudo quanto existe! Sem evolução, viveríamos no marasmo, na mesmice, na falta do que conquistar, no absurdo de não buscarmos o melhor. Embora a história triste do homem bélico na Terra, a mesma história nos mostra a trajetória de evolução em toda a sociedade terrena. Então, evoluir é o grande sentido.

(24-) E é somente através do trabalho que poderemos avançar nas áreas da vida?

Tudo é trabalho na Natureza, no todo universal. Mesmo quando dormimos trabalhamos, mesmo o homem ocioso observa e sente o seu corpo trabalhar, a sua mente viajar por sonhos e ilusões corriqueiras.

Se ainda olharmos para uma parede e não acreditarmos que mesmo ela ainda trabalha, estudemos um pouco de Física Quântica, para entendermos o trabalho dos elétrons na intimidade dos corpos brutos. Não há possibilidade de fugirmos da idéia e da própria ação do trabalho.

(25-) A vida e o nosso entendimento de Deus não poderiam ser mais simples?

O homem, por falta de sabedoria, entende que sua própria vida deveria ser automatizada, perfeita e padronizada, sem sentimento e razão, sem alegria e prazer. Mas Deus, na sua infinita sabedoria, cria a vida e a desenvolve de tal forma, que as criaturas atingem o sucesso da própria individualidade, limitada sim, mas dotados de razão e sentimentos, dotados da liberdade de ação, dotados da capacidade de aprendizado, de crescimento, de conquistas e sonhos, ou seja, não somos robôs, somos indivíduos participantes da própria criação de Deus, isto é, somos responsáveis pelo que acontece de bom em nossas vidas e responsáveis também pelas atrocidades descritas na nossa história.

A Lei do Amor, inscrita nos desígnios de Deus, não se esquece da Justiça, e todas as criaturas respondem pelos seus atos, no adágio que diz: “a cada um segundo as suas obras”. Embora o homem veja injustiças no mundo, nem tudo que pareça injustiça o é de fato, pois os segredos da imortalidade e renascimentos descrevem o conjunto da obra!

A vida seria simples se o homem colocasse em prática os grandes ensinamentos que lhe foram legados e ainda os são, segundo a vontade do Eterno, pelos eleitos da vida maior, sendo um deles: Jesus!

Por sua liberdade de ação, o homem terreno tem escolhido o seu caminho, e o resultado desta escolha estão demonstrados na tragédia da vida presente.

Também por sua livre vontade, poderá o homem (poderemos todos nós) escolher novos caminhos, como o caminho do amor, do perdão, da paz, do entendimento, da saúde, enfim, poderá escolher o caminho da sua (da nossa) própria felicidade.

Enquanto ao entendimento de Deus, primeiramente deverá o homem conhecer-se melhor, conhecer seu ambiente e confraternizar-se com os seus irmãos (os outros homens e a natureza como um todo), a fim de que possa caminhar no rumo do entendimento de Deus, pois quanto mais o homem melhora, mais percepção ele tem da Divindade. Ao contrário, o homem que não investe na sua melhoria e encontra-se, naturalmente, afastado de Deus. Não por vontade Divina, mas por opção e vontade do próprio homem.

(26-) Então, o próprio homem é capaz de criar um mundo melhor?

Não há dúvidas enquanto a isto! O homem já provou a sua capacidade de melhorar o mundo, a sua competência em descobrir, alterar, transformar, refazer, criar, enfim, fica clara essa potencialidade.

Por outro lado, o ser racional (homem) tem se deixado envolver pelas ilusões do egoísmo, da vaidade desmedida, do instinto guerreiro e de outras mazelas que são possíveis de serem transformadas, trabalhadas e canalizadas para o sentimento de fraternidade, de verdadeira socialização, dando realmente o caráter de seres inteligentes e racionais, como são as criaturas humanas.

(27-) Onde está Deus?

Deus está em toda à parte, dentro de nós, na natureza, por todo o Universo, e o mais fantástico, Deus está em tudo sem se misturar à própria criação. Por isso que não O vemos, nem O sentimos com os órgãos limitados que temos. Deus se apresenta por toda à parte, a prova disso é a harmonia que envolve o Universo. Vemos e sentimos o efeito de Deus (nós próprios somos parte desse efeito), já a causa, Deus propriamente, O compreenderemos na medida em que avançarmos, na medida em que crescermos.

(28-) Tem Deus, realmente, o controle do Universo?

Os homens, crendo ou não, Deus tudo governa, tudo pode, tudo domina, sem os caprichos humanos. O homem vislumbra o Universo e sua harmonia a partir de seu ponto de vista, que é deficiente e muito egoísta ainda, pois lhe falta muita compreensão. Já o Universo, funciona sob a direção Divina, que é infinitamente sábia, capaz de estabelecer todos os detalhes, sem falhas e sem erros.

O homem é que, por sua livre vontade, desarmoniza-se com o Universo, e ainda se esquece que mesmo a sua desarmonização é infinitamente prevista pela Divindade, que não deu ao homem o livre-arbítrio por acaso.

(29-) Essa previsão Divina (do livre-arbítrio humano) também acaba sendo uma espécie de harmonia universal?

O homem erra e deve aprender com os erros, e mais, deve crescer com os próprios erros a fim de que evolua, a fim de que compreenda melhor o funcionamento universal. Sem esse mecanismo dos erros e acertos o homem não aprenderia e não cresceria. É claro que no modo egoísta de compreender as coisas, os homens gostariam que tudo fosse perfeito do princípio ao fim; esse pensamento nos faz voltar à idéia dos robôs.

Então, sem sermos seres automatizados, caminhamos pela estrada chamada vida, arrastando-se aqui, caindo acolá, levantando-se e tomando o rumo do infinito, conforme a vontade de Deus e conforme também a nossa própria vontade. Tudo pode parecer sem sentido muitas vezes, mas um sentido maior aguarda todas as criaturas.

(30-) Qual a forma mais clara, mais direta e precisa de Deus nos ajudar?

Em todos os tempos, a Divindade envia à humanidade seus eleitos mensageiros (eleitos segundo a condição que alcançaram). As verdades são disseminadas por toda à parte e de diversas maneiras. As fraquezas humanas impedem o próprio homem de absorver essas verdades, não as colocando em prática no dia-a-dia das sociedades terrenas. Por não vivenciar na prática os grandes ensinamentos, o homem acaba padecendo e sofrendo muito mais do que o necessário.

(31-) Há sofrimento necessário?

Quem não cai, não aprende a andar. O próprio sofrimento é inerente ao crescimento de todos nós, é o sistema de erros e acertos de que falamos, mas é claro que dá para amenizar e muito o sofrimento terreno. Desde que os homens queiram, com amor e união de todos, é possível fazer deste planeta um lugar melhor!

(32-) Por que Deus não se dirige diretamente ao homem?

Narra a tradição, de que no passado Deus se dirigia diretamente ao homem, e Deus era até repreendido (segundo a Bíblia Deus foi repreendido por Moisés). Vencendo toda a simbologia, respeitando todas as tradições, é claro que o contato direto do homem com Deus só se opera em estágios extremos da evolução. Ou seja, o homem humano é incapaz de compreender Deus de forma real, até porque Deus não tem uma forma que possa ser definida por nós. Podemos ter contato com Jesus, ou com outro ser espiritual, e acharmos que seja Deus; podemos confundir, pois no atual estágio do homem terreno, esse contato direto com Deus, conforme o homem gostaria que fosse: visível, palpável etc., não têm razão de ser, “pois Deus é de tal sorte superior à matéria que jamais se mistura com ela”.

Por outro lado, e de maneiras ainda desconhecidas pelo homem, Deus se manifesta a todo o momento. Que possamos evoluir em todos os sentidos e compreender essa manifestação.

3 – NÃO HÁ OUTRO CAMINHO SENÃO A REFORMA ÍNTIMA DO HOMEM

(33-) O que pode o ser humano fazer, a fim de que melhore a si mesmo e, por conseqüência, melhore o mundo?

Somos em todos os momentos impelidos pelos arrastamentos do mundo, ou seja, somos chamados ao vício, aos maus hábitos, às atitudes egoístas e covardes, à falta de honestidade, de caráter, aos absurdos crimes de guerra e de todas as outras atrocidades bélicas, fruto da animalidade que insistimos em manter conosco. Tudo isto se reflete no mundo hostil que temos produzido ao longo dos milênios.

É fácil para nós culparmos a Deus, o destino ou outra pessoa qualquer, mas nunca paramos para pensar o quanto também somos responsáveis pelos empecilhos da vida cotidiana. Geralmente nos falta coragem para sermos o que realmente somos, isto é, pessoas inteligentes e capazes, com personalidade própria e única, onde podemos nos impor ao mundo sem cair nas barbáries e vícios de sempre, vivendo o que realmente desejamos e sonhamos, mesmo que isso custe um preço, pois é infinitamente melhor ter poucos amigos verdadeiros do que milhares de interesseiros, que apenas procuram vantagens mesquinhas e baixas.

Precisamos de muita coragem, a fim de que nos apartemos das aparências, das palavras vazias e dos interesses do desamor, para que nossa autenticidade, honestidade e sinceridade sejam as grandes bandeiras de nossas vidas, somente assim poderemos caminhar para a compreensão e o verdadeiro amor, virtude mais do que esperada por todos nós. Mas não basta esperar, é preciso aplicar e vivenciar urgentemente o que tem ficado somente na teoria de doutrinas e religiões do mundo!

(34-) Poderá o homem manter-se alheio à sua reforma íntima?

Jamais. O próprio ser humano sabe que é necessário melhorar, mudar e evoluir. Tem sido assim ao longo de toda a nossa história. O problema está na teoria de que as coisas e as outras pessoas é que devem mudar, onde nos esquecemos da nossa própria melhoria, do nosso próprio crescimento, da evolução moral, psíquica, intelectual e espiritual. Quando todos nós, ao mesmo tempo, pensamos desta maneira – de que as coisas e os outros devem mudar, e não nós –, os efeitos são devastadores, pois o egoísmo ganha total evidência, ficando a fraternidade esquecida por todos nós.

Este fenômeno ocorre em muitas ocasiões, levando-nos ao caos que a nossa história também nos têm demonstrado. Depois, quando a calamidade se instala em nosso meio, o instinto de solidariedade vem à tona, aí, geralmente, começamos a reconstrução de nossas sociedades, juntando os cacos e buscando novamente a responsabilidade da vida. Quase sempre com perdas irreparáveis, parecemos despertar de um sono egoísta após grandes calamidades sociais e naturais. Pena que precisamos sentir uma imensa dor para despertarmos.

(35-) Qual o preço que pagamos pelas virtudes?

Jesus, o grande Mestre, foi crucificado. Joana D’Arc, a menina coragem, foi traída e incinerada. O trabalhador honesto, vítima da inveja, perde seu emprego todos os dias pelo mundo afora. São alguns dos muitos exemplos que aportam diariamente neste mundo de Deus.

Infelizmente, diante da covardia, da ignorância, da indiferença e do desamor de muitas pessoas, a sede pelo poder e pelos prazeres tem feito muitos mártires ao longo do tempo, e muitas vezes nos falta força para a tomada da decisão correta, para o enfrentamento justo e sem violência, para fazermos prevalecer esta mesma justiça e o próprio bem, na capacidade de estabelecer a paz e a felicidade na Terra.

4 – DESENTENDIMENTO ENTRE AS PESSOAS: O GRANDE FRUTO DA IGNORÂNCIA

(36-) O que explica o grande desentendimento entre grande parte das pessoas?

A ignorância sobre o verdadeiro sentido da vida!

Quando achamos que a vida é somente este corre-corre diário, esta selva de pedra a que todos nós pintamos, consequentemente agrava toda a situação social, pois estaremos disputando espaços que, quase sempre, pertencem às outras pessoas. Assim, cada vez mais estamos criando um mundo onde a força (poder/dinheiro) fica sendo o único caminho da sobrevivência nesta mesma selva de pedra. É a afirmação, pela segunda vez, da nossa animalidade, pois os animais irracionais assim agem regidos por uma força superior que equilibra a natureza; já no nosso caso – seres racionais – estamos colocando em dúvida se somos mesmo racionais ou não!

Este pensamento poderia nos ofender, mas as atitudes humanas têm atingido tal ponto de irracionalidade, que a própria criatura humana se faz ofensora da natureza, portanto sem o direito de ficar ofendida.

(37-) O que pode ser feito de imediato para que haja uma mudança sensível neste quadro?

A falta de compreensão sobre a verdade leva-nos mais do que nunca para o culto incondicional do egoísmo, da vaidade, do orgulho etc., características que nos tornam muito semelhantes aos seres irracionais, com a diferença de que começamos a raciocinar visando apenas à satisfação pessoal e de algumas pessoas que nos interessam, nascendo a partir daí a indiferença para com as demais pessoas da nossa sociedade e da sociedade mundial como um todo.

O egoísmo nos leva a utilizar toda a força necessária para tirarmos da frente o obstáculo – “o resto do mundo” – que tanto nos incomoda. Agimos com indiferença para evitarmos maiores dissabores, mas ao sinal do primeiro perigo, partimos para cima do semelhante com unhas e dentes (bomba atômica, mísseis de precisão eletrônica, armas biológicas, etc.), sem medirmos conseqüências, sem nos importarmos com os idosos, mulheres, enfermos, crianças, enfim, a nossa racionalidade ainda não nos dá o direito de dizermos que somos uma civilização (conforme deveria ser uma verdadeira civilização).

Mais do que imediatamente, devemos mudar o modo de compreendermos a vida, buscando as respostas necessárias para a concórdia entre todos nós, mas sem nos esquecermos de que precisamos de muita coragem para mudar também as atitudes perante o mundo. Precisamos de coragem para admitir que cada vez mais incorramos no erro de acharmos que podemos fazer do mundo uma selva de concreto, onde só os mais fortes sobrevivem. Precisamos entender que o amor é o molde da felicidade, que o bom relacionamento entre as pessoas é o único caminho para obtermos união sólida, a fim de termos forças para enfrentarmos os reveses da vida. Necessitamos de muita confiança em Deus, em nós mesmos e no próximo, é claro (se bem que hoje é difícil, não podemos ficar criando justificativas), e não podemos nos esquecer da oração, pois o próprio Jesus orava de hora em hora quando estava na Terra, continuando com esta mesma atitude na vida maior!

Podemos, e muito, se quisermos; basta coragem para rompermos com o desejo de vida fácil, de vantagens egoístas e busca desenfreada pelo prazer. Esse nosso desleixo, essa nossa preguiça, essa nossa indiferença e esse nosso medo das coisas superiores, são alguns dos requisitos para a nossa infelicidade, para o vazio que, cada vez mais, todos nós dizemos sentir!

(38-) Que exemplo poderia ter da ignorância humana em relação às coisas superiores?

Sem medo, faremos uma pequena análise de uma verdade profunda e bem desconhecida da criatura terrena:

Hoje, a ciência terrena já começa a admitir as grandes possibilidades cerebrais (mentais) do homem. Com o passar do tempo, a ciência terrena fará descoberta fantástica a respeito desse tema, que corroborará com o que estamos dizendo.

De fato, o ser humano possui possibilidades magníficas em relação ao seu próprio poder mental, mas ainda não tem condições para dominá-lo (com exceções) devido ao seu próprio atraso psíquico e espiritual. A criatura humana ainda não sabe, mas deve saber agora, que sua própria mente é responsável por muitas catástrofes ditas naturais, e por muitos outros desequilíbrios que ocorrem na intimidade de seu próprio organismo físico e também energético, como o surgimento, sem explicação, de novas e graves patologias.

São bilhões de mentes interagindo no plano físico e outros tantos bilhões em outros planos da vida. Tudo isso gera o que chamamos de “psicosfera”, um verdadeiro “oceano” de ondas de baixa, média e alta freqüência, além de energias outras, formando um ambiente invisível aos olhos humanos, mas que muita gente já teve a oportunidade de vislumbrar em algum momento de sua vida.

Para os que ainda duvidam, vale uma reflexão: há cem anos atrás, quem é que acreditaria em computadores, em televisores em cores, comandadas por controle remoto, por exemplo?

Nada pode com a lógica, muito menos com os fatos, e o fato está demonstrado no grande desequilíbrio que estamos vivendo na Terra. Enquanto a nossa mente estiver vibrando esse egoísmo desenfreado, por lógica, estaremos vivendo em um ambiente pesado, propenso a todo e qualquer tipo de desentendimento entre os humanos e entre a humanidade e a natureza!

5 – É NECESSÁRIO ROMPER COM O ORGULHO E ACREDITAR NA EXISTÊNCIA DE DEUS

(39-) Antes mesmo do aprofundamento nos ensinos universais – ou espirituais, como queiram denominar – devemos, primeiramente, desenvolver a nossa capacidade de entendimento e compreensão das coisas Divinas e de nós mesmos enquanto seres humanos. Precisamos da fé que coroa todas as nossas iniciativas, precisamos do amor que sustenta toda a nossa vida e precisamos da razão do conhecimento, para sabermos por que amamos e qual o sentido da fé. Sem isso, tudo vira fanatismo e/ou cepticismo, características que condenam a própria estrutura da sociedade terrena.

Toda a investigação, toda a busca, toda a ciência, toda a religião e filosofia não podem se sustentar sem a crença no Criador. Tudo isso sem Deus, pode até levar aos resultados, mas a dúvida, os empecilhos e obstáculos, acabam por atrasar ou desacelerar a própria evolução humana, bem como descobertas significativas para a humanidade.

O homem sem Deus é vazio. O homem sem Deus é infeliz. O homem sem Deus é ignorante. O homem sem Deus é bélico. O homem sem Deus é extremamente egoísta. O homem sem Deus é excessivamente orgulhoso. O homem sem Deus é fraco. O homem sem Deus é solitário. O homem sem Deus não consegue amar. O homem sem Deus acaba doente. O homem sem Deus vive a vida sem sentido algum. O homem sem Deus não é nada. São alguns dos muitos obstáculos que impomos a nós mesmos quando vivemos alheios às “coisas” divinas!

Podemos descobrir muito quando procuramos, investigamos e trabalhamos de mãos dadas com um sentido maior, com um fim maior e não apenas objetivando bens, satisfações e interesses passageiros, como a maioria de nós acaba procurando.

Os reveses da vida acabam por tirar a nossa pureza, tudo porque procuramos as respostas no espaço pequeno dos nossos próprios preconceitos e conceitos ultrapassados, não querendo abrir a mente para novos horizontes... Horizontes que a própria ciência do mundo terreno começa a desvendar.

Todas as vezes que a revolta toma conta de nós, queremos de alguma maneira revidar contra a natureza, contra as pessoas e até mesmo contra Deus, como se fossemos capazes de causar algum mal ao Criador. Mergulhamos na depressão ou em outras psicoses, começamos a agir desonestamente, começamos a desprezar a vida social (o inter-relacionamento), podendo existir delitos contra o patrimônio e a integridade física das pessoas, bem como o alistamento para as hostes do mal (grupos contrários a Deus e a todo e qualquer ação ou projeto do bem).

Precisamos saber que a vida é constituída de provas e desafios, de lutas e dores, mas também de vitórias e satisfações, de alegrias e amores, de possibilidade de paz e felicidade. Sem isso não cresceríamos, eu repito, pois acomodaríamos na vida sem projetos e objetivos para o crescimento comum. Então, faz-se urgente que deixemos a revolta de lado, que comecemos o estudo de Deus, começando pelo estudo de nós mesmos, das coisas que nos cercam, para que possamos sentir e descobrir a magia da vida, o sentido maior e mais profundo reservado pelo Criador. Não é possível que fiquemos batendo cabeças, revoltados por simples medo dos desafios, por incompreensão das coisas, por ódios e fanatismos doentios, por teimosia e orgulho. Não, devemos arrebentar essas algemas todas, seguindo em frente com o Cristo, o exemplo glorioso deste planeta.

Amor e muita fé, na impulsão do trabalho digno e reto, com Deus e com os nossos irmãos de humanidade. Muita paz a todos!

6 – A BUSCA PARA O CRESCIMENTO PESSOAL

(40-) O que o ser humano tem como maior missão enquanto na Terra?

Por não acreditar na sua própria imortalidade e também pela sua juventude espiritual, a criatura humana (muitos dentre nós) acaba por aguçar seu ímpeto pelos objetivos materiais muito mais do que pelos objetivos espirituais. Desta maneira, acaba olvidando o seu crescimento pessoal, que, na realidade, é seu crescimento espiritual, criando com isso todos os males nascidos do orgulho e do egoísmo, que são marcas registradas de quem tem como objetivo maior às coisas passageiras.

Na verdade, a maior missão de todos nós é podermos crescer espiritualmente, ou seja, evoluir como pessoa, como criatura de Deus. Quando entendemos que o grande objetivo da vida é cultuar a ação para com as coisas duradouras e não passageiras, aprendemos a valorizar mais as coisas interiores, usufruindo as coisas exteriores com sabedoria, sem nos tornarmos escravos das coisas perecíveis. Então, o “amai a Deus sobre todas as coisas e a teu próximo como a ti mesmo”, encerram o sentido maior da vida, pois o amor é a própria vida, e tudo fora do amor acaba passando.

(41-) O que é de fato “amor ao próximo?”.

Amar os que nos amam ou nos querem bem, já é alguma coisa na escala da razão e da espiritualidade humana. Mas é muito mais quando podemos amar mesmo os inimigos, perdoando-os e retribuindo bem pelo mal que nos fizeram. Esta é a maturidade espiritual do amor, ainda não compreendida pela maioria dos habitantes deste mundo terreno.

O grande objetivo de um pai e de uma mãe, é que seus filhos se amem mutuamente, amando-os também como pais. O objetivo de Deus não poderia ser diferente. Deus, como Pai e Mãe do Universo, quer que seus filhos (todos nós) se amem uns aos outros, construindo cada vez mais uma sociedade fraterna e justa. Mas na ignorância do homem terreno, infelizmente, sua felicidade ainda está resumida na competição, onde o mais forte geralmente vence, os que têm poderes comandam e exploram os mais fracos e os pequeninos, mesmo que para isso seja necessário agir de forma covarde e desonesta. Pobre humanidade terrestre!

O que ainda se vê em pleno século XXI parece que ainda se estenderá por mais tempo, até que este mesmo homem (todos nós) tome a devida consciência de que a sua única salvação está no amor, e não na competição, na destruição de seu semelhante.

(42-) No chamado “mundo globalizado”, onde os que podem oferecer mais, onde os que são mais competentes e os que são mais experientes tendem a vencer, como estruturar a idéia de “amor ao próximo” se tudo conspira para o individualismo, guardada as devidas proporções?

Esse pensamento de “individualismo” é o causador de todos os males sociais de que temos notícia. Cada um quer criar o seu próprio mundo, com um grupo determinado de pessoas de seu interesse, esquecendo-se de que o mundo é um conjunto maior do que esse seu mundo individual. Por isso que temos as divisões de classes – absurdo do egoísmo humano –, com a pirâmide social estipulada, se bem que hoje em dia ela está mais camuflada do que na Idade Média, além de outras divisões e separações que demonstram bem o que estamos dizendo aqui.

Mas o homem e a mulher que sonham com a paz, devem saber que na justa sociedade Divina, que podemos também implantar na Terra, os mais fortes devem ajudar os mais fracos, os inteligentes devem instruir os ignorantes, os sãos devem auxiliar os doentes, os que se encontram em pé devem estender suas mãos àqueles que estão caídos, enfim, este é o amor, esta é a fraternidade tão comentada neste mundo, mas muito pouco aplicada e fruto da incredulidade humana, que ri de tudo que se diz respeito ao verdadeiro amor, e sofre violentamente por negá-lo.

(43-) Como evoluirá o homem, a ponto de compreender o verdadeiro amor, a verdadeira fraternidade?

Em verdade fica dito que aí reside o segredo da dor. A criatura humana sempre perguntará: “por que sofremos”?

Sofremos, pois relutamos em não amarmos uns aos outros, mantendo sempre o orgulho doentio de dizer: “eu não mudo e não vou mudar”. Leso absurdo do pensamento humano, que insiste pelas vias da dor; e esta mesma dor é o remédio que levará todas as criaturas para um patamar melhor, pois quanto mais o tempo passa, mais essa dor aumenta, até chegar ao limite insuportável, onde a criatura começa a pedir clemência ao Criador, que antes não existia no seu mundo egoísta!

(44-) A nossa mudança é demorada?

A mudança do homem acontece gradualmente, por muitas e muitas gerações. Daí, somente a Lei dos Renascimentos pode dar luz a essa grande questão, que ainda atormenta a mente humana, pois longe se encontra o homem de resolver todas as questões da vida.

Mas todos nós não podemos usar como desculpa a questão do progresso gradual para inibirmos o nosso crescimento pessoal, pois como já foi dito, a nossa grande missão é melhorarmos enquanto criaturas, melhorando gradualmente a própria sociedade. Então, o esforço de cada dia é a própria vitória que podemos conquistar, vivendo bem, desempenhando bem o nosso papel de seres inteligentes da criação!

Um dos grandes entraves para o nosso desenvolvimento é a veemente descrença que temos em relação às coisas divinas, ao futuro que nos espera. Essa descrença começa pela não aceitação da nossa imortalidade, pela não aceitação de nossa destinação futura e, por conseqüência, Deus acaba sendo para nós uma figura mitológica e alvo apenas de tradições sociais. Tudo isso faz com que vivamos apenas para a vida passageira do corpo; a morte nos assusta muito, levando-nos à vida intensa do aqui e agora, sem qualquer preocupação com o nosso futuro. Aí, nos entregamos a todos os excessos, a todos os vícios e a todas as maldades possíveis.

7 – A CIÊNCIA SE APROXIMA DE DESCOBERTAS QUE MUDARÃO OS VELHOS CONCEITOS HUMANOS

(45-) Onde o homem poderá encontrar subsídios para sustentar essa nova fé, baseada na imortalidade, nos renascimentos, na evolução e em Deus?

Os religiosos que vivem na cegueira do fanatismo dizem que a ciência é uma grande inimiga das coisas de Deus, portanto rechaçam todas as suas descobertas e todos os seus conceitos! Em verdade podemos dizer e afirmar que a manifestação Divina na Terra se faz por muitos meios, que podemos resumi-los em três ramos básicos, que são a religião, a arte e a ciência. Desta maneira, por mais que a cegueira da humanidade insista em ficar contra a ciência, ninguém prescinde do conforto proporcionado pelas novas descobertas em todas as áreas, especialmente na medicina, que hoje muita ajuda delega a esta humanidade, apesar de estar ainda muito longe da medicina ideal.

É dessa maneira que de tempos em tempos a ciência colabora para o avanço da humanidade, bem como para o seu próprio crescimento. Essa mesma ciência trará muita luz a essa humanidade, comprovando por a + b a existência de Deus, sua justiça através da imortalidade, renascimentos e evolução de tudo quanto existe, pois tal é a Lei. Pena que a mentalidade humana ainda não consegue alcançar essa verdade, como tantas outras que a ciência já revelou, mas que ainda não tem a atenção devida por parte dos seres humanos em geral, salvo muitas exceções.

(46-) Mas boa parte dos conceitos científicos ainda é uma negação da Divindade. De qual maneira poderemos entender a ciência como manifestação Divina?

Muitos homens de inteligência debilitada encontram nas ciências os motivos para os conceitos materialistas e/ou mecanicistas, isto é, negam qualquer ação superior na natureza, dizendo que tudo é um grande acaso. Pobre desses homens que, em suas frustrações diárias, ousam em admitir a não existência do Criador, procurando dar explicações, as mais confusas, sobre a estruturação da vida na Terra, da Terra no Universo e do próprio Universo. Perdem-se por não aplicarem o amor em suas vidas diárias, colaborando com as grandes misérias morais, intelectuais, sociais e econômicas que ainda assola este planeta em pleno século XXI.

Por outro lado, abnegados cientistas de todas as áreas, em silêncio e sem alarde, todos os dias nos brindam com novas descobertas e possibilidades que muito farão adiantar este mundo. É com esses abnegados e com outros tantos que virão que a ciência continuará colaborando com a evolução do homem e das demais coisas que cercam os homens, além de ser uma confirmação das verdades eternas, ainda embrionárias, ditadas aqui e em outros tantos lugares.

(47-) O que é mecanicismo?

A palavra ainda é um pouco desconhecida, mas o termo fica muito claro quando podemos associar o materialismo a ela, pois esse mesmo materialismo leva à mecanização das coisas, inclusive a mecanização do próprio homem, que acaba desvalorizado enquanto pessoa dotada de inteligência, razão e acima de tudo de sentimentos. Esta mecanização faz de cada criatura humana um número simplesmente, e o homem de fato não é número, mas sim um ser inteligente, capaz de exercer responsabilidade perante seus direitos e deveres, amando e vivendo todos os seus sentimentos.

(48-) Quais sinais a ciência nos dá, que permitam comprovações das realidades espirituais?

Além dos estudos científicos sobre as personalidades bíblicas ou religiosas, desmistificando os exageros, mas dando base às realidades religiosas de todos os tempos, também temos um grande avanço nos estudos dos casos de “quase morte”, assim chamados, e que tem demonstrado claramente a atuação da mente fora do corpo, indício valoroso de imortalidade.

Mas é claro que mesmo com os muitos indícios da ciência acadêmica, ainda assim não teremos tão já uma declaração ou afirmação da mesma a respeito da imortalidade ou algo assim. Mas tudo isso continuará levando os cientistas a estudarem esses “fenômenos”, bem como outros mais, que dia menos dia a declaração virá abrindo uma nova porta para a realidade do mundo terreno.

A detecção de um campo de energia circundando o corpo humano, através das fotografias Kirlian, é outro indício muito forte de que nós não somos apenas constituídos de matéria orgânica e passageira, mas de que há algo a mais em nós, por exemplo, matéria energética, se assim quisermos denominar, além de algo mais, que poderíamos chamar de consciência fora da organização biológica.

A verdade é que mesmo a ciência ainda se encontra distante de grandes verdades, mas a confirmação de uma consciência fora do corpo de carne, por conseqüência levará a estudos que também comprovarão que essa mesma consciência possui um corpo, uma organização que lhe dá forma nessa outra “faixa vibratória” da vida!

(49-) Qual deve ser nossa posição diante da ciência acadêmica?

Além do respeito que todos nós devemos ter, precisamos olhar a ciência do mundo com muita fé também, até porque ela tem contribuído e muito para com o desenvolvimento do próprio homem e das coisas que cercam esse mesmo homem. Como já foi dito: a ciência também é polo de manifestação Divina, cabendo aos homens de ciência o olhar para Deus de uma forma cuidadosa, de uma forma mais honesta, pois sem Deus nada somos, e tudo o que somos e que temos de Deus vem. Portanto, não devemos em nenhum momento desprezar a participação Divina em tudo quanto existe, pois vivemos mergulhados nesse hálito criador, filhos dessa inteligência suprema!

8 - “QUEM NÃO NASCER DE NOVO NÃO PODERÁ ENTRAR NO REINO DOS CÉUS”

(50-) Qual o sentido verdadeiro que Jesus quis dar quando disse que era preciso nascer novamente?

Pobre dos homens que entenderam que nascer de novo significa batizar-se na água de um rio ou em piscinas improvisadas nos templos de hoje!

O batismo é uma tradição muito anterior ao nascimento de Cristo, tendo como significação à purificação através da imersão nas águas e a firme promessa de renovação interior. Ótimo seria se todos nós pudéssemos cumprir essa promessa de renovação interior, pois dessa forma o mundo seria um lugar muito melhor para se viver.

Mas Jesus não estava falando desse tipo de renascimento. Jesus estava ensinando uma lei universal de justiça, que é a Lei dos Renascimentos. E somente através dela (dos renascimentos) é que ganhamos maturidade espiritual, podendo moldar a nossa personalidade sem a falsa promessa de renovação interior. A vida da alma é uma só, como bem já foi dito, mas a vida no corpo físico é múltipla, e se faz necessário essa multiplicidade, pois só ela nos garante a renovação. Costumamos a dizer que “o assassino não deve ter perdão”, “que o bandido deve ser condenado eternamente” etc., mas, e se fossemos nós os assassinos ou bandidos? Se fosse um de nossos filhos, ou um irmão querido? Sempre falamos daquilo que não entendemos, por isso que vemos injustiças em quase todas as coisas, pois nos falta a compreensão devida. Sendo assim, Deus, em sua lei perfeita, ajusta e reajusta todas as coisas, nos perdoa e permite novas oportunidades – que quase sempre não sabemos aproveitar –, pois Deus sabe que somos falíveis, e sabendo disso não poderia nos condenar eternamente, pois seria injustiça da parte Dele. Da mesma forma que um pai sabe que seu filho ainda não tem juízo, mas permite que ele se fira ou até perca a vida por pura negligência, se faz ele (o pai) injusto, pois sabia da incapacidade de seu filho. Se um bom pai da terra perdoa sempre a seus filhos, por que o Pai universal não nos perdoaria?

Mas percebemos que esse perdão não é um perdão dado de graça, pois acabamos trabalhando muito para merecermos o perdão Divino. As gritantes diferenças entre todos nós deixam clara a manifestação da Lei dos Renascimentos, pois é aquela velha história de uns com uma inteligência fantástica e inata, outros, mesmo nos mais conceituados colégios, demonstram uma deficiência significativa. Mas esse é apenas um caso! O que dizer das diferenças sociais e econômicas? Daqueles que têm uma saúde de ferro, enquanto outros mal conseguem viver até o primeiro ano de vida? É claro que temos explicações científicas, sociais e psicológicas para cada caso que se apresenta a nós, mas se observamos apenas pelo lado orgânico, socioeconômico e psicológico, estaremos descartando a causa Divina da vida, portanto entregando ao acaso todas essas diferenças. Mas é o acaso que não existe. Deus existe e não é injusto de dar saúde a uns e doenças a outros, riquezas para esses e pobreza para àqueles, melhores condições aqui e miséria acolá. Mas o que explica então todas essas diferenças? Jesus também disse: “a cada um segundo a suas obras”. Mas se não temos vidas anteriores, como afirmam muitos doutores, que obras fizemos para merecermos desde o nascimento uma doença sem cura? De duas uma: ou Deus existe, ou Deus não existe! Mas como Deus existe – pois se Deus não existisse não estaríamos aqui –, a Lei dos Renascimentos encontra embasamento total nas palavras do Mestre, onde disse que “era preciso nascer de novo”, “a cada um segundo as suas obras” e por aí adiante.

Por mais que queiram explicar a vida sem a Lei dos Renascimentos, de fato, ficamos insatisfeitos e a suavidade da verdade fala mais alta: “É necessário nascer de novo”.

(51-) O mundo ocidental e grande parte do mundo oriental já não acreditam ou não cultuam a “Lei dos Renascimentos”. Como mudar esse panorama? Como resgatar uma crença que ficou perdida no tempo?

Na realidade, é uma Lei natural que os homens modernos, por muitas circunstâncias, retiraram do modelo cultural e religioso dos últimos séculos, e os reflexos estão aí, pois vivemos numa sociedade cujo único objetivo é viver sem uma maior responsabilidade senão a do dinheiro e bens passageiros, “pois a vida resume-se nos 60 ou 70 anos do tempo contado na Terra”. Com isso, o sentido da vida fica muito estreito em relação a algo maior: “a vida infinita da alma!”.

E para o modelo mercantilista do mundo globalizado, não há espaço para crenças reencarnacionistas, imortalidade da alma e Deus. É mais fácil para o homem crer numa vida rápida e finita, pois pode dar vazão, com menos peso de consciência, aos prazeres das coisas não duradouras, apesar de sonhar com a imortalidade.

A crença na Lei dos Renascimentos virá com naturalidade, na medida em que a própria capacidade mental se expandir no conhecimento, expandirá também a condição de entendimento, de compreensão das coisas consideradas ocultas ainda, pela própria falta de capacidade de compreensão. E a compreensão das Leis Divinas ou Naturais, só pode vir com a maturidade da criatura humana, haja vista que ainda hoje existem pessoas que não fazem a mínima idéia sobre o DNA, células tronco, clonagem, teoria da relatividade, viagem interplanetária, estrutura atômica; aliás, infelizmente, existem irmãos nossos que não tiveram a oportunidade de aprender a ler, pelo menos. Então, precisamos de muita humildade antes de julgar ou condenar alguma coisa, da mesma forma como foi julgada e condenada a Lei dos Renascimentos, pois sabemos muito pouco sobre tudo, e somente as pessoas de bom-senso possuem a capacidade de irem em busca de novos horizontes, na grande epopéia das descobertas. E a Lei dos Renascimentos nem é uma descoberta atual, é Lei que existe de toda a eternidade, e que grandes personalidades da história terrena já entoavam, como hino de reverência e reconhecimento ao Ser Supremo, e uma dessas grandes personalidades, a maior que passou pela Terra, Jesus Cristo, também ensinou aos seus contemporâneos, apesar do pouco entendimento de então.

Sem saber de coisas simples, que a ciência da Terra prova e comprova? Que dirá das coisas divinas, do entendimento mais profundo? Embora tudo o que envolva a Lei Divina é a mais pura simplicidade, a grande maioria dos seres humanos não é capaz de aplicá-las no dia-a-dia. Sendo assim, a não aceitação da Lei dos Renascimentos tem afinidade com a própria capacidade de cada um em medir ou entender as coisas que estão além da ciência dos homens.

Mas tudo o que é mentira afunda um dia, emergindo a verdade acima de todos os erros. Quer queiram os homens, quer não queiram, lei é lei, e está fora do nosso alcance mudar as Leis Divinas. Cabe a nós a busca pela verdade, pelo entendimento e compreensão dessas mesmas leis; leis que nos garantem de fato a felicidade. E quem tiver uma explicação convincente – não fanática – das diferenças, situações e destino da vida de todos os seres, que venha com sua tese, com sua explicação, pois nenhuma tese e nenhuma explicação são capazes de darem luz a esse grande fato. Somente a Lei dos Renascimentos.

(52-) Mas não há múltiplas explicações e teorias que refutam a Lei dos Renascimentos?

É claro. A criatura humana buscará interpretações bíblicas, dados científicos, teoremas mirabolantes e razões múltiplas para refutar esta Lei Divina. A verdade é que ficamos sempre impotentes diante de fatos novos que aparecem todos os dias, de mudanças radicais que ferem a razão humana, de descobertas que causam as maiores polêmicas, entre tantas outras situações. E nem a Bíblia, nem a ciência, nem os teoremas e razões humanas são capazes de dar uma tranqüilidade para as nossas profundas indagações.

Somente o fanatismo aceita explicações tão infantis a respeito de todas as coisas. E o que vemos são religiões e mais religiões a cada esquina, disputando um fiel palmo a palmo. Mas, e a reforma íntima das pessoas? São milhões de pessoas nos templos e igrejas, mas que na primeira oportunidade agridem-se mutuamente; e em algumas regiões do planeta até guerras fazem em nome de Deus. Que religiões são essas que não fazem as pessoas melhores? Que não conseguem fazer com que os homens se amem? Até quando manteremos essa hipocrisia?

A verdade ainda pesa e dói para muitos de nós, mas não haverá outra saída senão a aceitação da verdade. E nascer de novo é necessário, tal é a Lei!

(53-) Que grande objetivo a Lei dos Renascimentos nos lega?

A grande oportunidade da renovação, do crescimento pessoal em cada etapa e da evolução propriamente dita.

Em uma vida de 60 ou 70 anos, o homem não teria tempo para desenvolver o talento musical, por exemplo, qualquer outro tipo de arte, ou ainda todas as possibilidades nas áreas humanas e ciências exatas, sem contarmos a compreensão do mais além. Há quem se contente com uma vida de 60, 70 anos ou menos, mas precisamos entender que somos infinitos, portanto, esses 60 ou 70 anos são centésimos de segundos na vida infinita da alma, uma etapa de importante aprendizado, mas passageira.

É a Lei dos Renascimentos que nos permite o perdão e o esquecimento das faltas para conosco próprios e para com o próximo e com a natureza de modo geral. Somente essa Lei pode transformar ignorância em sabedoria, dor em aprendizado, ódio em amor, enfim, é o mecanismo divino, cujo entendimento humano ainda não alcança.

9 - CÉU: A FELICIDADE ETERNA!

(54-) O que é o céu no sentido mais profundo do nosso entendimento?

Um céu de ociosidade iria de encontro à própria justiça de Deus. “Eu trabalho e o Pai trabalha”, na expressão e no entendimento que tudo no Universo é trabalho, é dinâmica, é inteligência, é criatividade. Desta forma, o “céu” não pode ser um lugar onde as almas fiquem por toda a eternidade “tocando harpa”, enquanto parte de seus familiares “queimam” eternamente no fogo do inferno. Digo parte, pois pela falsa lógica teológica grande parte das pessoas vai – ou já foram – para o inferno, então, com certeza lá vão estar muitos amigos e familiares nossos – se é que nós também não iremos para lá.

É claro que vão dizer que esse ou aquele mereceu o céu, aquele outro – com menos sorte – mereceu o inferno, e assim por diante. São infantilidades que trouxemos de tempos muito remotos, onde era preciso contar histórias parabólicas, a fim de que fosse possível a compreensão, pelo menos em parte, das pessoas da época (muitos de nós estávamos lá). Sendo assim não podemos admitir nos dias de hoje tantas infantilidades, pois está passando do tempo. O “céu” é trabalho constante; se na Terra trabalhamos muito para conquistarmos patamares melhores, que dirá em regiões celestiais!

(55-) Como associar trabalho com felicidade?

Da mesma forma que o trabalho na Terra nos traz as recompensas do conforto e da vida digna, fora do mundo físico, no mundo da verdade, o trabalho dignifica a alma, delegando a recompensa do trabalho com Deus em prol do Universo, em auxílio a outros irmãos que nos seguem os passos.

A Fonte Criadora, que chamamos de Deus, é o que mais trabalha, e as criaturas que mais evolucionam, são as que mais trabalham também. Mas o trabalho divino não tem nada a ver com o trabalho sacrificial do mundo terreno, o trabalho divino é alimento de amor para a alma, também ainda incompreendida pela maioria dos seres humanos.

(56-) Onde podemos encontrar a compreensão desse céu de trabalho?

Começando por trabalhar desde a Terra. É o trabalho para melhorarmos a cada dia, é o trabalho de pesquisarmos os ensinamentos antigos e novos, é o trabalho conjunto com a ciência, arte e religião, onde possamos canalizar de uma maneira melhor a manifestação divina. É o trabalho do perdão diário, da paciência e tolerância, da convivência com o semelhante e com a natureza em geral, enfim, tudo nos pede trabalho. Desta maneira, começamos a compreender a grandiosidade que se estende desde a Terra e ruma a caminho do céu – o trabalho.

(57-) O céu é um lugar circunscrito?

De maneira nenhuma. Existem regiões mais ou menos elevadas, de acordo com a condição de cada um. O Universo é a nossa pátria, e o céu – ou inferno – está dentro de cada um. Portanto, podemos estar no céu agora, ou no inferno de nós mesmos. É preciso que compreendamos isso!

(58-) Mas a criatura humana não aspira pelo descanso eterno?

Ninguém é capaz de ficar completamente inativo, a não ser alguém que esteja doente. Mas o ser sadio aspira por alguma atividade. Atividade essa que não é ficar tocando harpa eternamente. Há muito por fazer em todas as partes do Universo, e o nosso concurso em trabalharmos com Deus é de fato a felicidade real que do fundo da alma almejamos.

(59-) Que exemplo teria do trabalho com Deus?

Ajudar no esclarecimento de nossos semelhantes é o trabalho mais comum que podemos citar, pois resume o projeto de amor ao próximo, e esse amor ao próximo se desdobra de muitas maneiras, desde o auxílio aos doentes e necessitados, trabalhos de recuperação mental daqueles que se encontram enclausurados em si mesmos, até na busca de melhorias estruturais no globo terrestre ou em outro planeta, por exemplo.

É vontade Divina que nos ajudemos uns aos outros, desta forma o Universo é construído a cada momento na eternidade.

10 - DIREITOS E DEVERES UNIVERSAIS DAS CRIATURAS DE DEUS

(60-) O próprio homem, sem compreender os seus direitos e deveres perante o Universo de si mesmo e o Universo como um todo, vive de forma instintiva em demasia. Pratica atos absurdos, descuida ingenuamente de sua saúde, descuida de conhecer mais sobre si, sobre o mundo e a natureza que o cerca. Sofre os reveses de uma sociedade egoísta e cruel, com sede extrema de competição. Vive “religiosamente” sem sentido, tomado pelo temor e pelo peso da consciência, que não cobra mais do que uma simples freqüência aos templos e igrejas espalhadas pelo mundo. Esta mesma religião que não consegue lhe dar um rumo certo, não consegue responder a seus anseios, não lhe satisfaz a alma. Quanto mais caminha, o homem terreno se debate sem, no entanto, entender um pouco do que faz aqui neste mundo. A revolta interior pelo desconhecimento das coisas superiores, o leva ao vício fulminante, muitas vezes ao crime, outras vezes ao atentado contra a própria integridade física. As famílias são desfeitas, os lares são destroçados pela ignorância, intolerância, falta de maturidade moral e queda pelos múltiplos vícios.

É um quadro doloroso e visível pela sociedade. Por outro lado existe um quadro mais terrível e invisível aos olhos físicos dos irmãos da Terra. Embora não veja ou não sinta com os cinco sentidos naturais, o homem se encontra cercado por uma multidão de pessoas fora do corpo físico. Uma verdadeira legião que lhe observa, acompanha e compartilha junto da mesma vida, ou seja, perversos e ignorantes fora do corpo físico, sem capacidade para demandarem regiões mais esclarecidas da espiritualidade, vivem ao lado do homem encarnado, em conluio constante com o mesmo, ainda mais em tempos de pouca oração e compreensão espiritual. O homem não vê fisicamente a psicosfera pestilenta que o envolve. Muitas vezes é mentalmente guiado por esses irmãos “invisíveis”, que são capazes de muitos transtornos para com a vida humana encarnada.

Sem esclarecimento, sem oração e sem amor, a sociedade se vê desestruturada, cansada, doente e sem saída para dar o verdadeiro rumo à própria vida. Cabe ao homem terreno, a todos nós, a busca, pelo menos, por uma noção de espiritualidade, de verdadeiro Cristianismo. Não existirá caminho melhor para o homem, para todos nós. É preciso entender a dinâmica da vida, o sentido de nossa estada na Terra e o objetivo que nos move para frente e para o alto. É preciso despir-se de conceitos e preconceitos tacanhos, de ideologias perversas e egoístas, de falsas construções e de vaidade infantil.

Aos que procuram manter as massas na ignorância, usando e abusando do poder para benefício próprio, um alerta: “muito sofrimento os aguarda no futuro próximo”, pois não há ação sem reação. É por isso que os intelectuais da Idade Média resolveram abolir o conceito reencarnacionista, pois não era do agrado de ricos e poderosos, que não gostavam nem de imaginar o que seria deles em outra vida, na pobreza e na miséria. Por isso que muitos não aceitam a Lei dos Renascimentos, pois os puniriam até ao arrependimento. Por isso que nem aceitam a existência de Deus, a imortalidade, a vida em outras dimensões, pois tudo isso vai de encontro a seus pensamentos de egoísmo e vaidade, à vida de vícios e prazeres ilícitos. É por isso e por tantas outras verdades que precisamos urgentemente do “despertar real”, da coragem em aceitar as verdades que nos cercam a todos. Assim compreenderemos os direitos e deveres de forma ampla e mais correta, no dever de amar e no direito de ser amado, no dever de respeitar e no direito de ser respeitado, no dever de aplicar a paz e no direito de viver em paz. No dever de ensinar e no direito de aprender, no dever de beneficiar e no direito de ser beneficiado, no dever de propiciar a liberdade, e no direito de ser livre, para que a felicidade possa ser implantada em definitivo na Terra.

A Terra não é o único planeta que possui vida no Universo; tolice é crer numa possibilidade dessas. O Universo se estende ao infinito, guardando surpresas incomensuráveis, que o homem da Terra um dia terá acesso. A vida se desdobra intensamente, nossa evolução é infinita, cheia de possibilidades, a obra de Deus não se resume neste pequeno planeta que chamamos de Terra. É hora de acordar e de romper fronteiras doentias da limitada capacidade humana, não é possível que continuemos aceitando coisas que nenhuma felicidade real nos traz. Aos homens que usam a religião também em benefício próprio, outro alerta: “terão de reconstruir o que destruíram”. A fé humana se vê abalada pelas múltiplas discórdias entre setores da religião e o fanatismo avança ainda como na Idade Média e em séculos anteriores, o descontrole é quase total.

Investem-se bilhões em armas de destruição em massa, enquanto outros milhões de irmãos nossos padecem a fome miserável, onde não encontram o mínimo do mínimo para acalmar o estômago atormentado. Quando vamos despertar? Quando vamos entender que aqueles que morrem de fome do outro lado do mundo são nossos irmãos, e também temos certa responsabilidade por isso? O que podemos fazer para ajudar a amenizar a imensa dor que cobre ainda este orbe de Deus? Já disseram que fé sem obras é uma fé morta, e por que permanecemos indiferentes, freqüentando templos e igrejas, apenas recebendo e não dando nada? Quando falamos em dar alguma coisa, não falamos em dízimo ou em coisas materiais apenas, falamos em nos dar ao semelhante, ou seja, uma palavra amiga, um sorriso, um carinho, um auxílio, uma bênção... O amor que pode salvar o homem! Quando nos damos ao nosso próximo, é como se estivéssemos dando aos irmãos mais distantes, pois estamos dentro de nossas possibilidades. E quem ao próximo ama, a Deus ama verdadeiramente.

Tudo o que dissemos aqui parece um conto de fadas, ou uma história de cinema, mas saibam que somente o amor salvará o homem. Nada mais além do amor será capaz de abrir os horizontes da vida real, da felicidade real. Sem amor todas as outras teorias e toda a ciência dos homens caem por terra, como “casas construídas na areia”. Muitos já disseram tudo o que estamos dizendo aqui, portanto o que dissemos são verdades de todos os tempos, e mais uma vez a mensagem é trazida aos corações dos homens deste pobre planeta. Digo pobre em misérias morais, em vaidade e egoísmo, em maldades indescritíveis. Sejamos cientes de que cada um responderá perante a própria consciência por todos os seus atos. Isso não é castigo, é justiça, e o Pai que é justo, sabe dar a cada um segundo a suas obras!

11 – A SOCIEDADE COTIDIANA

(61-) A sociedade atual é diferente de outras sociedades anteriores, as menos e mais antigas?

É notável a evolução científica e tecnológica, bem como as evoluções biológicas, geológicas e moral; no homem, especialmente, a evolução se deu, mesmo que de forma sutil. Não podemos perder de vista a evolução intelectual e espiritual da criatura humana, fatores naturais que diferem, não muito, das antigas sociedades.

(62-) Como entender a notável evolução e ao mesmo tempo a pouca diferença entre as sociedades?

O homem dedicou um maior valor ao intelectualismo e ao materialismo, desprezando os valores éticos, morais e espirituais. Toda esta vontade humana ditou o rumo das sociedades em todos os tempos, moldando uma história que ainda nos deixa a desejar. Graças a Deus, com a colaboração de grandes homens e mulheres, a evolução se deu mesmo em meio a grandes episódios lamentáveis.

(63-) Há solução definitiva para uma sociedade melhor?

A sociedade melhora à medida que o próprio homem melhora. Cai-se no erro de esperar que as mudanças venham de fora para dentro, de outras pessoas, das autoridades ou dos heróis mitológicos e contemporâneos do cinema. É preciso compreender que a verdadeira mudança e melhoria começam dentro de nós, do interior para o exterior. Combatendo os pequenos e grandes vícios morais e físicos, estará o homem contribuindo para uma sociedade feliz e mais justa.

(64-) As autoridades não têm a obrigação de servirem ao povo, visto que são escolhidos pelo próprio povo?

Primeiramente somos autoridades de nós mesmos. Todo aquele cuja missão lhe é dada por confiança, na representação de um povo, mas que se deixa conduzir pelas vias da corrupção e indiferença, contraem débitos inenarráveis perante a Justiça Divina. Portanto, devem ser cobrados dentro de um limite ético e não fanático.

(65-) O que caracteriza basicamente o grande problema das sociedades?

O egoísmo que levam os seres humanos a acreditarem-se melhores que os outros e senhores absolutos do Universo, entendendo que tudo existe somente para eles e para algumas pessoas que lhes convêm. Desta maneira, bomba atômica no país vizinho é refresco.

(66-) Mas todo mundo pensa e age assim?

Não. Pessoas muito conscientes contrabalançam este quadro; são sempre as Leis Divinas equilibrando o Universo.

(67-) Qual o objetivo da vida humana perante o oceano de dores que a cerca em todos os momentos?

A pergunta é grandiosa e iniciadora de todas as indagações íntimas da criatura humana, pena que poucos têm a coragem de indagar e buscar essas respostas. Muitos pressentem que as respostas vão de encontro às suas ambições e desejos humanos. Eis o medo e a decepção.

Todos dizem ter a certeza da morte, talvez a única certeza. Sendo conscientes desta realidade, caberia compreender a morte como um fim, em um Universo ao acaso, ou verificar que a natureza nos dá sinais de uma direção superior, e que esta direção superior é infinitamente sábia, capaz de nos dar um objetivo maior que apenas algumas décadas de vida, onde amamos, trabalhamos e sofremos, para terminarmos numa sepultura fria e ignominiosa?

Somos espíritos na carne ou fora dela, nascendo e morrendo o corpo físico, o ser pensante apenas muda de estado, de faixa vibratória, de dimensão, na maneira que melhor entendermos. Sendo o homem um ser pensante e, relativamente, livre, a dor tem sido a grande amiga de todos, pois o trouxe de volta ao rumo Divino e conforme a própria vontade do Pai Celestial.

O livre-arbítrio para o ser imaturo é um auto-risco previsível, mas que a sabedoria de Deus alcança de forma tão espetacular que a criatura somente se dará conta num estágio mais avançado de evolução. Verificando as coisas pela ótica terrena, tudo nos parece um absurdo, especialmente pela ótica do negativismo, pois mesmo analisando as coisas pela visão do mundo, de modo um pouco mais detalhado, verificaremos sinais de Deus. Mas o conjunto geral e a pouca sensibilidade do homem, legam-lhe dúvidas cruciantes.

Faz-se necessário aceitar a realidade clara de que a vida não é apenas uma organização celular, com nascimento, maturidade e decrepitude. A natureza não pode ser insana, de criar seres extraordinários, especialmente o homem, ser racional e sentimental, para depois condená-lo ao nada?

A vida na Terra, como em todos os lugares, é um convite para o amor, para o bem e para o belo, é a essência elementar de pureza e capacidade de alcance legado a todos. Isto não sendo a definição da vida, é apenas uma pequena lanterna a iluminar os caminhos, ainda escuros, do homem contemporâneo.

12 – O CONTROVERTIDO MISTÉRIO DA DOR

(68-) A vida sendo um convite para o amor, para o bem e para o belo, que mistério está por detrás da dor?

A criatura, sendo dotada do livre-arbítrio, opta infantilmente pelas vias do crime. Eu disse infantilmente, justamente porque aí reside um grande mistério para o homem, mas uma lei natural da Divindade, coordenadora da própria evolução.

Evolução é a palavra chave do Universo, pois a evolução proporciona patamares cada vez melhores de felicidade. Nos recônditos da alma, encontramos o desejo da felicidade, mas diante da imaturidade do ser essa busca pela felicidade, quase sempre, infelicita o próximo. Esta ação gera reações proporcionais, cuja finalidade não é punir e sim educar, ou reeducar a criatura humana.

Sem compreender os mecanismos do amor, a dor é o mecanismo redentor que, de forma “homeopática”, possibilita a recuperação das criaturas.

(69-) Qual a origem evolutiva do homem?

O psiquismo do homem elaborou-se nos diversos reinos da natureza, assim como todos os seres estão destinados à evolução, alcançando níveis maiores de racionalidade, o homem também caminha para níveis superiores.

É assim que tudo se encadeia no Universo, dos seres mais simples aos mais complexos, no grande sentido da vida, que é evoluir sempre.

(70-) O orgulho humano permite ao homem acreditar que um dia tenha sido uma árvore ou um inseto, por exemplo?

A questão ainda é complexa para o homem hodierno; seu orgulho é o grande aliado das coisas que não compreende.

(71-) Qual a origem, início ou gênese da criação propriamente dita?

Tudo se inicia na Mente Divina. Deus quer e assim se faz. Todo o Universo físico e extrafísico, concreto e abstrato, objetivo e subjetivo, segundo o conceito humano, são a idéia infinitamente sábia de Deus.

Cabe lembrarmos que toda a criatura concorre na manutenção da Criação, comparticipando ou concriando em escalas menores junto ao Criador.

(72-) Que exemplo teria da comparticipação ou concriação da criatura?

No planeta Terra, o exemplo clássico é o de Jesus. Jesus sendo criatura também e tendo alcançado maturidade espiritual, é indicado junto ao Pai Celeste para o governo espiritual da Terra. Cumpre o Mestre o seu incansável desígnio, enquanto outros cumprem missões maiores ou menores, de acordo com a evolução de cada um.

(73-) Por que é tão difícil compreendermos as questões sobre o infinito?

Na medida em que se evolui, e evoluímos na medida em que nos dedicamos cada vez mais à própria evolução, o infinito se descortina ao entendimento do ser. Toda a criatura teve seu início, porém não terá fim. O Criador não tendo início, é infinitamente superior a qualquer criatura, daí a dificuldade, mesmo dos seres superiores, na compreensão do infinito, da própria Criação.

Como eternos aprendizes do Pai, devemos ter o bom senso de buscarmos a verdade sempre mais profunda, pois não há estagnação no Universo, tudo se desenvolve e tudo se renova e tudo se torna mais forte, mais belo e mais amoroso. É o infinito relativo dentro do infinito perfeito, que é Deus. É claro que é difícil a compreensão destas coisas, ainda mais mediante ao preconceito e indiferença dos que “vêem, mas não enxergam”, dos que “ouvem, mas não escutam”, pois os objetivos transitórios e passageiros estão colocados acima dos bens do Espírito.

(74-) O excessivo apego aos bens materiais não seria algo normal, diante da capacidade do homem terreno?

Esta capacidade do homem é desconhecida pelo próprio homem. Com os esclarecimentos necessários, cada um terá a capacidade de medir-se, de encontrar em si mesmo as potencialidades e mesmo algumas debilidades que, por ventura, o acompanhe. É preciso a coragem para entender, minimamente, que o espiritual é superior ao material, porque o primeiro é permanente, o segundo é transitório, passageiro, finito. O permanente é a nossa realidade, independente das transformações e mudanças nos diversos planos da Natureza Universal.

(75-) A maior das dores seria a resistência humana em ralação à espiritualidade?

Para vivermos a espiritualidade, não precisamos, necessariamente, estar fora do corpo físico ou no corpo físico renegando as necessidades materiais. Onde estivermos ou em que plano estivermos nos cabe o cultivo do amor para com a Divindade e toda a natureza, para consigo mesmo e com o semelhante. Desta forma, a vida será equilíbrio, harmonia e trabalho pleno no rumo do crescimento e da evolução a qual todos estamos destinados.

Mas como um pássaro rebelde, o homem se recusa a voar, a encontrar-se com novos patamares, com níveis melhores de consciência. Rebelando-se contra as Leis Divinas, desestrutura-se a si mesmo, magoa muito dos seus semelhantes e adentra-se numa terrível e lastimável vivência. Eis a grande dor!

A criatura é, eminentemente, livre e se liberta cada vez mais à medida que respeita as Leis de Deus, Leis que são do mais puro amor e da mais pura justiça. Aquele que respeita e assimila em si mesmo a vontade Divina, vive em sintonia tão grande com o Alto, que dor alguma o atinge de forma real.

13 – A EXISTÊNCIA DE DEUS E O ATEÍSMO

(76-) Deus existe de fato ou é uma força de expressão?

De fato Deus existe. Todo aquele que nega a existência de Deus, O nega por não lhe compreender a infinita grandeza e também porque muitos desejos egoístas não são atendidos, gerando frustração e revolta da criatura para com seu Criador. O homem terreno, em sua maioria, longe de compreender o Concerto Divino na Criação e manutenção do Universo, entende-se por bem a negação da Divindade.

(77-) A negação de Deus, o que pode gerar no homem?

Por falsa interpretação do próprio homem, Deus lhe parece um carrasco, pronto a castigar e punir os erros e delitos humanos. Grosso modo isto parece ser justiça, mas, em verdade, cada ser racional possui em si mesmo a consciência, onde as Leis Divinas estão inscritas. É a própria consciência que transporta o ser para o “céu” interior ou “inferno” de si próprio, na proporção em que incorpora as eternas orientações do Pai Celestial ou, simplesmente, pode rejeitá-las, violando a própria consciência.

O homem negador da existência de Deus é um ser extremamente infeliz, que adoece na medida em que insiste em sua negação. Mas todo este mecanismo da dor, cedo ou tarde, faz despertar novamente a sua consciência, fazendo-lhe com que compreenda que a sua essência é a mesma da de Deus. “O Pai e eu somos um”.

(78-) Como imaginar o homem “essência de Deus?”.

Não imaginando apenas. Todo o Universo conceptível e inconcebível são idéias na mente da própria Divindade. Tudo o que é conhecido pelo homem, o próprio homem e todas as coisas que nem mesmo os grandes gênios compreendem. Tudo vem de Deus, nada está fora do Criador, portanto, a própria essência.

(79-) Como é possível abarcar estas coisas?

É preciso desenvolver a intuição superior. É a ligação direta com os planos superiores na própria consciência, este dínamo receptor das Verdades Eternas, essência mais pura e mais próxima de Deus. Grandes instrutores da humanidade são exemplos disto, em especial, Jesus de Nazareth.

(80-) De que maneira se dá o desenvolvimento da intuição?

Dá-se em conjunto com a evolução natural. O homem, no atual estágio, pode acelerar ou retardar este desenvolvimento.

Com o mundo físico cheio de atrativos menores e imediatos, iludindo o homem constantemente, verificamos o retardamento ou estagnação da intuição. É o descuido do homem em relação às coisas Divinas.

(81-) Fale-nos mais sobre as coisas menores, as ilusões da vida, por exemplo!

Deus, na concepção de todos nós e na eterna criação, dando-nos a razão e o livre-arbítrio, no eterno presente, prevê e estabelece condições para que possamos evoluir, alcançando patamares cada vez melhores como criaturas. Na vida encontramos sucessivas existências físicas, com retornos periódicos ao mundo das causas ou mundo espiritual, como queiramos, através da morte biológica. Na razão do tempo, ampliamos as capacidades intelectuais, morais e espirituais, no conjunto preparatório que projeta a criatura para a vida definitiva do Espírito. Mas neste longo caminho de evolução, são necessárias Leis e limites para que a criatura não se perca em seus objetivos de evolução e nem atrapalhe seu semelhante nos mesmos objetivos. Ainda assim, havendo grande liberdade de ação, a criatura encontra espaço para errar e se deixar iludir pelos arrastamentos das coisas com menos importância, como a ganância, o egoísmo, o orgulho, prepotência etc., digo de menor importância, pois mesmo o que parece negativo ou o é de fato, leva a criatura a seu caminho escolhido.

Os mundos físicos oferecem condições para que a criatura exerça o seu livre-arbítrio e consiga distinguir o certo do errado, já que a dualidade universal é fator imprescindível para que sejam verificadas faces diferentes, sendo possível à distinção.

(82-) Que exemplo teria desta dualidade?

Homem e mulher, quente e frio, dia e noite, luz e trevas, positivo e negativo, bom e mau, certo e errado, verdade e mentira, enfim, são alguns exemplos da dualidade universal.

(83-) O ateísmo não seria uma ilusão momentânea da criatura?

O homem acreditando ou não acreditando, Deus existe, da mesma maneira que nós também existimos, pensamos e agimos no relativo universal, Deus existe, pensa e age no infinito universal, nos ama e é justo e bom.

Não crer em Deus é querer fazer de si mesmo criador e criatura, independentemente, centro e periferia do Universo; equívoco. A própria história humana nos revela a infinita dependência que temos em relação a Deus. Descrer do Criador é infeliz ilusão.

(84-) A nossa falta de compreensão da Justiça Divina, não seria o motivo para a falta de fé?

Falta de compreensão quer dizer ignorância. Mas é preciso humildade para aceitar que somos ignorantes, principalmente, dos mecanismos divinos, incluindo a Grande Justiça. Mas o que faz o homem? Ignorando a verdade e preguiçoso para procurá-la, estaciona nas suas pequenas concepções e opta por não acreditar naquilo que não compreende. É preciso fé e amor para a vivência da real fraternidade e o estudo de Deus para a aquisição da verdadeira sabedoria.

(85-) Perquirir os mistérios de Deus não é blasfêmia?

Ao longo dos milênios foi ensinado ao homem comum e bruto o temor a Deus, enquanto os iniciados, com poucas diferenças, estudavam secretamente o que estamos estudando abertamente no presente. Fez-se necessário inserir a idéia de temor, pois somente assim foi possível controlar o ímpeto do povo incivilizado. Mas aconteceu que interesses outros trouxeram até a atualidade esse atavismo, retardando a evolução espiritual em vários séculos. Notamos o avanço tecnológico, mas o pouco avanço moral e espiritual na Terra.

“Blasfêmia” é a preguiça em não buscar a verdade e a ignorância em aceitar um “deus”, humanamente, perverso, que temos de temer e não amar. Devemos amar a Deus, e Deus nos ama o suficiente para permitir que, de degrau em degrau, levantemos o “véu da verdade” para a nossa felicidade real.

(86-) Que interesses estão por detrás de certos conceitos?

O egoísmo. O egoísta adora ser servido porque imagina que tudo gira em torno de si mesmo. Quando não é servido, busca usar de forças e meios que possam constranger o semelhante a ser seu servo, fazendo suas vontades e seus caprichos. Daí deriva todos os males registrados pela história do mundo terreno.

(87-) Um grande caminho para a melhoria em todos os aspectos, seria a vitória sobre o egoísmo?

É o grande caminho. Mas sabemos o quanto é difícil superar o egoísmo, porque não é vencer o egoísmo, mas sim transformá-lo, pois está dentro de cada criatura e também é aquisição evolutiva. Por isso notamos a grande dificuldade, entendendo a idéia de que falar é muito fácil, difícil é por em prática, vivenciar e fazer acontecer.

(88-) O que fazer para transformar o egoísmo? E por que o egoísmo evoluiu com o homem?

Esta vontade em descobrir a verdade, com a conscientização da necessidade de evolução, faz o homem avançar para essa mudança. É o grande início.

O egoísmo é uma necessidade para o ser em evolução. Os animais são seres extremamente egoístas, controlados pelo instinto, para que haja equilíbrio na natureza, caso contrário eles devorariam a própria cria, como acontece em alguns casos. Na transição do animal para o homem rudimentar, esta linha de egoísmo começa a ter um declínio, mas sem muita distinção. No homem em início de civilidade, o egoísmo começa a se confrontar com a razão. Podemos chamar de egoísmo intelectual.

Devemos lembrar que o egoísmo é parte integrante do instinto de conservação, necessário para a sobrevivência do ser irracional e iniciante na civilização, sendo nocivo para a moderna civilização.

Na moderna civilização, do homem intelecto moralizado e tecnológico, o senso de razão já está apurado o suficiente para que não haja a necessidade de se entredevorar, vivendo a fraternidade já apregoada há alguns milênios.

(89-) Se o senso está apurado, por que a fraternidade não se estabelece na Terra?

O homem contemporâneo ainda não transformou o egoísmo em altruísmo. Por vários interesses, a grande maioria dos homens se recusa a mudar, não convém, estão “felizes” com o comodismo e o conforto que o dinheiro transitório pode legar. Ficam presos aos transitórios atrativos da ilusão de que falamos anteriormente, desprovidos de bens interiores, de bens do Espírito.

(90-) Essa tranqüilidade quase sempre acaba abalada por várias circunstâncias. Essa contrariedade não gera a descrença e o ateísmo propriamente dito?

É um ente querido que se vá da vida física, é um acidente fortuito, uma crise financeira, desemprego, doenças etc. Eis ainda o grande e controvertido mistério, causador de dúvidas no raciocínio humano. Um grande motivo sim, para que a criatura desconfie da justiça e lógica de seu Criador, sempre tido como justo e bom pelas diversas religiões. Mas o movimento espiritualista dos últimos séculos, com a devida complementação no terceiro milênio, reforçará o convite feito há dois milênios pelo Mestre de Nazareth.

O amor e a fé, regidos pelos ensinamentos espirituais, virão junto aos corações sedentos da verdade, da luz e da consolação. A verdade sempre enfrenta opositores fortes, obstinados em ruir à morada preparada para os mansos, para os justos de coração, para os merecedores de uma vida mais bela e feliz. Mas tudo tem seu curso e a verdade ganhará destaque no mundo.

(91-) Mas quando isto ocorrerá?

Quando a criatura humana quiser. Os divinos mensageiros trabalham incansavelmente para que se realize a promessa de luz para este planeta. Cabe ao homem a colaboração consciente para um mundo renovado.

O materialismo criou uma barreira tão forte entre a criatura e a Divindade, que a maioria esmagadora dos homens não consegue um mínimo contato com as forças superiores, anulando a sensibilidade, muito pouco inspirada para todas as áreas. A inspiração que resta é totalmente materialista, imediatista, sem nada de concreto para a alma.

Observemos a arte, a música, à publicidade, à mídia de grande porte. Nada de acusações, pois gosto é questão de momento, mas em conclusão profunda, nós todos concordamos com o baixo nível do gosto humano, com todas as suas exceções. Mas cabe ao próprio homem, com a sua aproximação de Deus, modificar este quadro!

14 – A PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS E A JUSTIÇA DIVINA

(92-) Antigas doutrinas, realmente tinham como postulados básicos o conceito da pluralidade das existências? A famosa lei de reencarnação?

Em várias regiões da Terra, o conceito ou o ensino sobre a pluralidade das existências era freqüente e de domínio do povo. Jesus também disse que era preciso nascer novamente para poder entrar no “reino dos céus”. No extremo Oriente, a doutrina da reencarnação se perdura até os dias atuais. Claro que com algumas interpretações dogmáticas por parte do povo menos esclarecido e outras lideranças, mas a idéia central subsiste, o fundo da lei dos renascimentos permanece.

(93-) No Cristianismo – pelo menos o que restou –, a idéia sobre reencarnação ficou muito vago, assim como em toda a Bíblia. Fatos que fazem das religiões ocidentais contrárias à idéia de reencarnação. Como mudar novamente a cultura religiosa, principalmente, do homem ocidental?

A grande missão do Espiritualismo em geral é resgatar a verdade que foi deturpada por baixos interesses humanos. Muitas coisas foram modificadas na própria Bíblia, porém, a mensagem do “amai-vos uns aos outros” permaneceu intacta. Mas as grandes controvérsias bíblicas chamam mais a atenção. Onde se constrói base num ponto, cria-se dúvida num outro ponto. Enquanto Jesus fala de amor e verdade no Sermão da Montanha, em livros do Velho Testamento, por exemplo, encontramos o “Senhor dos Exércitos” a destruir outros povos etc.

A verdade e a dúvida cantam seus hinos em um mesmo livro. As criaturas humanas, que se agarra mais à mentira e à dúvida, por incrível que pareça, serve-se do lado negativo para criar esta “cultura religiosa”, que pouco acrescenta para o espírito humano.

Mais do que modificar culturas, nós queremos, em verdade, esclarecer o gênero humano sobre as questões mais profundas, no profundo sentimento de poder ajudar a todos no caminho que conduz a Deus.

(94-) Há justiça mesmo na pluralidade das existências?

É falsa a idéia de que estamos na Terra só para sofrer e/ou pagar dívidas passadas. Sofremos e lutamos sim, principalmente por causa da ignorância sobre a verdade e o que somos em verdade. Em verdade, somos seres espirituais criados para a felicidade. Mas a felicidade não se restringe apenas a uma única existência, nem a dez existências e também não a mil existências. A felicidade é conquista íntima, particular, e somente a eternidade, com desafios e experiências, pautados na infinita sabedoria Divina, é capaz de transformar criaturas simples e ignorantes em seres de sabedoria e capacidade angelicais.

Somente a evolução é capaz de fazer a criatura viajar da inconsciência à super consciência. Isto demanda tempo, para tanto, somos imortais, espíritos eternos no eterno caminho da felicidade, que não é possível sem amor. Assim, notamos a justiça absoluta da pluralidade das existências físicas, sendo a vida, em verdade, uma só.

(95-) Por que a evolução não poderia se dar de outra forma? Menos dolorosa?

Deus é infinitamente sábio e assim julga necessário.

O melhor presente que temos é o livre-arbítrio, e essa liberdade se expande na medida em que evoluímos. Mas Deus sabe que, com o livre-arbítrio, poderíamos desequilibrar a natureza, fazendo coisas inomináveis – se é que já não fazemos –, para tanto, o Universo é toda uma Lei, que ajusta e reajusta qualquer desordem que aconteça; e de fato acontece todas as vezes que se desrespeita o semelhante e a natureza em todos os âmbitos.

Mergulhar em um corpo de carne – ou de água – é restringir um pouco mais o campo de ação de cada criatura, ao mesmo tempo legando a oportunidade de transformação, de apuramento da personalidade. Deus, assim oferece a oportunidade de reabilitação dos seus filhos equivocados e rebeldes. Todo o renascimento físico é renovação para o espírito. É misericórdia que o homem terreno ainda não compreende.

(96-) Os que nascem estropiados, mutilados, dementados e com outras graves doenças físicas, não estão resgatando o passado?

Entende-se desta forma. Mas é preciso compreender de uma maneira mais profunda.

Em boa parte são seres de grande evolução moral e estão dando passos maiores do que muita gente “sã”; são exemplos para os demais e até solicitaram a vinda desta forma ao mundo, ou mesmo a própria consciência os dirigiu assim. Resgate inspira piedade. Oportunidade inspira naturalidade, exemplo, força de vontade e crescimento. Independentemente de nos parecer um resgate, precisamos entender que é uma grande chance de avançar e superar dificuldades próprias.

Compreendamos as coisas de um ângulo mais profundo e real, a fim de que a fé seja algo mais forte em nós, com mais confiança em Deus, vencendo o costume de analisar tudo pelo lado pequeno e negativo de nossa compreensão.

(97-) Por que as pessoas temem tanto a idéia da reencarnação?

Porque, parte das pessoas, não compreende os mecanismos mais profundos da Palingênese (reencarnação), visto a milenar cultura que se arraigou na mente humana ocidental: a unicidade da existência física. Outra parte, de pessoas com capacidade de compreensão, esta aceitação não ocorre por puro egoísmo e preconceito diversos, claro, por interesses sociais e convencionais, fruto de uma civilização subdesenvolvida.

Imaginar um retorno ao mundo terreno, ou a outros mundos, parece um absurdo para quem se acostumou com as promessas do “Paraíso”, do fim do mundo apocalíptico, mal interpretados. Conhecemos a história da Idade Média, onde as indulgências eram vendidas em favor do “Reino dos Céus”. Aliás, ainda hoje verificamos algumas instituições praticarem algo parecido.

O povo se encontra cansado de promessas políticas e religiosas. Sem base psicológica para suportar as adversidades do dia-a-dia, debandam-se para o vício dos produtos lícitos e ilícitos, na ilusão de resolverem os problemas, fugirem do estresse, buscando um melhor “equilíbrio”, onde, na realidade, acabam agravando ainda mais o, já gravíssimo, problema social.

Mas a verdade brilha. A lógica vencerá a especulação e as falsas promessas, preenchendo os espaços vazios do coração humano.

15 – MECANISMOS ÍNTIMOS DA PALINGÊNESE

(98-) A evolução poderia dar-se sem os recursos da reencarnação? Poderia dar-se sem os mundos materiais? Que mecanismos estão por trás da Lei dos Renascimentos?

O existir do ser só é possível com pensamento e ação, ou seja, o ser consciente pensa e tem noção de si mesmo e age aprendendo a discernir uma coisa da outra. Logo, sem um mundo de formas, onde o ser inteligente atue, elaborando sua própria condição de ser pensante, sua vida não teria razão de ser. É como um homem sem seus membros, no cultivo da agricultura, por exemplo.

De Deus, a vida começa sem consciência de si mesma. A energia provinda do Espírito Divino, moléculas primevas do Universo, em combinações, dão origem a energias mais densas e diversificadas, que irão formar as Galáxias e seus Sistemas. Mas enquanto algumas Galáxias estão em formação, outras estão em adiantados ciclos de evolução, no esplendor da Criação. A energia, condensando-se e combinando-se em formas cada vez mais complexas e iniciando seu arquivo memorial pelas experiências, integra-se e desintegra-se, retornando para seu estado natural sempre renovado, transformado e evoluído. É assim, durante um tempo, relativamente, longo, que o psiquismo desenvolve-se e toma consciência de si, dando origem ao homem, ser racional, que recebe o sopro da verdadeira vida, quando se inicia o seu livre-arbítrio.

A energia pensante, o espírito individualizado, necessita de instrumentos para continuar seu desenvolvimento rumo à perfeição, aliás, rumo infinito. Galáxias, Sistemas e mundos formados, aptos para a vida, recebem os seres do reino mais adiantado, o reino hominal. O espírito se reveste da forma humana, com o seu caráter, com a sua personalidade, únicos em todo o Universo e com a liberdade para seguir seu caminho, mas ladeado pelas Leis Divinas.

O homem rudimentar transita por mais um longo tempo no rumo da semicivilização e mais alguns no caminho da civilização a que chegou a Terra, por exemplo, sempre renascendo e morrendo, morrendo segundo a carne, pois a vida é transformação. Assim como os seres inconscientes evoluem na projeção da consciência, os seres conscientes vão aperfeiçoando, ampliando suas consciências no caminho da super consciência a que todos estão destinados, sem exceções.

A cada nova existência, o homem renova a sua personalidade, anulando momentaneamente a memória das existências passadas, permitindo um verdadeiro recomeço e uma verdadeira renovação. É fato, de que o homem ignorante e com certa liberdade, cometa grandes erros e engane-se em várias decisões. Recebe o homem o maior presente, que é o livre-arbítrio, porém se afasta de seu Criador, mas com a grande missão de fazer o caminho de volta para Deus, isto é, adquirir consciência, reconhecer seu Criador e comparticipar no desenvolvimento universal, como herdeiro divino.

Sem os mundos físicos e sem os renascimentos na matéria, o espírito não evoluiria, pois não renovaria sua personalidade, não teria estímulo para seguir em frente, já que a criatura é especialista em acomodar-se.

(99-) No que consistem as Leis Divinas?

Todas concorrem para a evolução de tudo que existe.

Lei de atração e repulsão na formação de Nebulosas, Galáxias, Sistemas planetários, satélites etc. Leis energéticas e biológicas conhecidas e desconhecidas do homem. Lei de causa e efeito, na medida exata da justiça.

Sem leis, o Universo seria caos total, sem equilíbrio, sem harmonia, sem justiça e sem sentido. Nos seres irracionais impera o instinto, não na forma que se imagina, mas coordenados por inteligências superiores, encarregados dos irmãos menores. No homem, com seu automatismo, reflexo condicionado e instinto, imperam a Lei de causa e efeito na razão direta do seu livre-arbítrio, ajustando-o nos seus desentendimentos e atos contrários à ordem e ao bem.

Na ignorante luta pelo seu espaço, o homem ainda abusa da natureza e, sempre que julga necessário, atenta contra o semelhante, indiferente à Lei de Amor entre todos os seres.

(100-) Nas legislações humanas, imperfeitas, todo aquele que transgride a lei é passível de punição. E na Legislação Divina?

As leis humanas são importantíssimas, mas não abarcam todas as coisas. Pequenos e grandes delitos escapam à percepção da justiça humana, bem ao contrário da Justiça Divina, em que nada passa despercebido.

(101-) Qual é o grande lema da Legislação Celestial?

A criatura repara seus erros e reformula seu caráter no sucessivo caminho evolutivo. Alguns se demoram um pouco mais na rebeldia, outros conseguem assimilar com maior rapidez os erros e se decidem pela rota da verdade, mas ambos com o mesmo destino: crescer, crescer incessantemente.

O grande lema das Leis de Deus é manter a justiça universal.

(102-) Por que, aos nossos olhos humanos, tudo é injustiça, onde uns parecem favorecidos e outros completamente desfavorecidos?

Porque os olhos humanos medem tudo, ou julgam as coisas, analisando apenas a vida humana mortal, curtíssima perante o infinito. O sábio, que compreende que a verdadeira vida é a do espírito, que sobrevive à “morte biológica” e colhe o que plantou, compreende também as disparidades da vida na Terra, as desigualdades aparentes, que apenas camuflam grandes oportunidades; oportunidades de justiça com a própria consciência e, muitas vezes, com a consciência alheia, para com quem grande erro cometeu. Enquanto daríamos uma punição eterna a nosso irmão equivocado, nosso Pai Celestial, que é infinitamente sábio, pelos mecanismos da verdadeira justiça, desconhecida do homem, permite ao ser a renovação, a reparação dos equívocos e a reeducação dos Seus filhos amados, que somos todos nós.

Importante lembrarmos que não existe justiça sem amor, e não existe amor sem justiça. É preciso compreender isto.

(103-) Que grande exemplo teria de amor e justiça?

Deus, que é Pater-Maternal ou Mater-Paternal, como queira, nos ama a todos, recolocando-nos, na Terra, próximo a quem fizemos mal ou a quem nos fez, com o objetivo de nos unir pelos laços do amor, desfazendo os laços de ódio do passado. A literatura humana já é farta no gênero.

(104-) A reencarnação destrói os laços de família?

A reencarnação preocupa os egoístas, aqueles que gostariam de permanecer eternamente ao lado de algumas pessoas do seu interesse, jamais querendo expandir seus laços de família, já que são muitos os preconceitos que os cercam.

A reencarnação, não destituindo os verdadeiros laços familiares, que são espirituais e não consangüíneos, tende sempre a ampliar os laços, já que todos os seres do Universo são nossos irmãos.

Parece-vos absurdo? Pois não é. O futuro encarregar-se-á de mostrar-vos esta verdade!

(105-) Em que consiste a Lei de Afinidade entre as pessoas?

Reflete a afinidade entre os seres espirituais (todos nós).

Como cada um de nós é uma individualidade única, nos relacionamos melhor na medida em que as outras individualidades tenham anseios e gostos aproximados ao nosso e vice-versa. Ocorre uma seleção natural na hierarquia espiritual, que agrupam diferentes categorias de espíritos. Mas, os seres adiantados sempre ajudam seus irmãos em escalas menores, é a Lei de Amor que os envolvem. Nem sempre ocorre o contrário, pois a ignorância tem seus dotes, o mesmo povo que foi consolado pelo Mestre nazareno, pediu em altos gritos a sua crucificação.

Conjuntamente com a Lei de Afinidade, existe a Lei das Necessidades. O menos evoluído necessita do contato com o mais experiente, a fim de que aprenda com o irmão mais velho, e o mais velho cumpra o seu trabalho em prol do próximo.

O amor é a grande necessidade que nos toca a todos, somente pelo amor se conquista a verdadeira liberdade e maturidade como cidadão universal. Se na espiritualidade os seres se agrupam na mais pura afinidade e simpatia, na Terra temos uma grande mistura, onde todos se reencarnam no mesmo “campo de batalha”. Observamos as diferenças intelectuais e morais nas diversas sociedades do mundo. Isto não significa que este ou aquele se vanglorie de suas habilidades intelectuais e nem mesmo morais, já que na Terra todos se nivelam, diferenciando apenas pelos exemplos e pelos trabalhos em prol da coletividade; esses são grandes, mesmo os anônimos, para não citarmos os conhecidos.

(106-) Todas as pessoas podem fazer-se grandes em suas comunidades?

Muitos não teriam forças para renunciar a certos interesses e algum conforto, como ocorre em larga escala na Terra, até porque o grande tem que se fazer pequeno, deve ser sempre o último e, geralmente, não é reconhecido e nem respeitado, acaba com poucos amigos e com poucas oportunidades em sua comunidade. Tudo porque deve buscar a verdade, viver a verdade e ensinar a verdade.

(107-) O que é a verdade?

A verdade é o amor, e só o amor salva o homem de todas as aberrações cotidianas e projeta-o no rumo de Deus. O homem só está conturbado porque não se permitiu amar, preteriu o materialismo, prefere viver sob as ordens do dinheiro ao invés de ouvir a voz do coração, onde Deus está.

Apelamos para a humanidade terrena; não espere o Céu abrir em milagres para provar algo a vocês. Milagres não existem, e o Universo é perfeito, não necessita de derrogações em suas leis. Que isto seja compreendido de uma vez por todas. Tudo o que ocorre é Lei Natural. Ou a ciência humana tem noção ou desconhece totalmente; Deus existe, e a vida é prova disto.

(108-) Milhões de pessoas acreditam na existência de Deus. Mas como acreditar na Lei dos Renascimentos?

Acreditam na existência de Deus, mas são duvidosos em relação à Justiça e ao Amor do Criador. A Lei dos Renascimentos é prova absoluta do amor e da justiça de Deus. Revelam ao homem sua origem e seu destino, descortinando-lhe sua imortalidade e seu caminho para a perfeição.

A semente está sendo relançada em suas mentes, o dia da verdade chegará quando tiverem que deixar seus corpos na sepultura ou nos crematórios, para que a Terra restitua o que lhe é de direito, a fim de formar novos corpos para os espíritos eternos – para nós mesmos. Mas digo: quantos não acreditariam, mesmo que o Céu se abrisse em clamoroso milagre, pois o orgulho é a cegueira do espírito. Um dia isso se curará!

(109-) Somos constantemente testados?

São os estímulos que nos fazem evoluir. Nos colégios terrenos os professores testam seus alunos, a fim de que provem que estão aptos para novas etapas. Deus, em Sua infinita sabedoria, faz o mesmo e nos promove em novas e extraordinárias etapas.

16 – VIDAS EM OUTROS PLANETAS

(110-) Como compreender a controvertida existência de vida em outros planetas?

Na Antigüidade, religião e ciência admitiram a Terra como centro do Universo, onde todo o resto girava em torno dela. Com a confirmação da existência de outros planetas e a mudança de pensamento e compreensão do Universo (do modelo geocêntrico ao heliocêntrico), ou seja, de que a Terra gira em torno do Sol e não o contrário, as concepções sobre o Universo ampliaram-se, restando a dúvida científica sobre a existência ou não de vida em outros planetas, sobretudo, vida racional.

Para nós, não há dúvidas sobre a habitabilidade dos mundos, é uma realidade universal. Para a grande massa terrena, resta a lógica para compreender que Deus não criou mundos para apenas enfeitar o espaço celeste; cada mundo com sua destinação, com a sua função de servir como morada para os seres eternos em diferentes escalas evolutivas. A tecnologia terrena ainda não tem condições para comprovar cientificamente a vida extraterrestre (mas terá). Seres interplanetários visitam também a Terra periodicamente, as forças militares terrenas, de países melhor aparelhados, guardam vários segredos sobre o assunto. É a limitação mental do homem terreno que não lhe permite a compreensão do óbvio.

(111-) Que diferença haveria entre os diversos planetas?

Cada astro planetário detém particularidade única, com características gerais em todo o Universo, porém, com especificidade própria em sua órbita, em sua localização, em seus detalhes íntimos, semelhanças e diferenciações ao infinito. Há na própria Terra a comprovação de como a vida se adapta e se diversifica intensamente. Quantas espécies e formas de vida catalogadas diariamente?

É cômodo acreditar que a humanidade terrena é a única no Universo, e que só as condições aqui encontradas propiciam a vida. É importante ressaltar que os sentidos humanos são limitados mesmo para as coisas da Terra, mais limitados ainda para as coisas extraterrenas; o homem, pelo menos, precisa ser humilde para aceitar suas limitações. Assim, tudo ficará mais fácil.

(112-) Como que se encadeia a evolução do espírito nos diversos planetas?

Há diversas categorias de planetas para as diversas categorias de espíritos.

A Terra, por exemplo, como já foi informado por outros condutos, é um planeta de provações, de expiações, por isso ainda se nota, no início de um novo século e milênio, a eminência de guerras e tantas atrocidades, onde o povo já se sente cansado. Mas a culpa não é da Terra propriamente, é a sua população que reflete o seu estado, infelizmente. É preciso coragem para aceitar esta condição. O grande Mestre há dois milênios, convida a todos para o Amor, para a mudança de postura, para a transformação interior e conseqüente crescimento íntimo. Por isso é que fica repetido aqui a mesma mensagem de Jesus, onde encontramos as pessoas em melhores condições de compreender o que sempre ficou obscuro ou mal interpretado pelas religiões seculares, sem desmerecimento a nenhuma delas.

(113-) A Terra é habitada somente por pessoas más?

Essencialmente, nenhuma criatura é má. O ser espiritual em sua evolução passa por fases comuns em seu crescimento, em sua evolução. A Terra oferece ao ser a opção do crescimento, como também deixa aberta a porta “larga” das ilusões, tudo para que a criatura possa distinguir uma coisa da outra, como já foi dito. Acontece que grande parte da população terrena ainda se encontra imatura, deixando se levar pelas coisas exteriores, esquecendo-se do interior.

Em meio às ilusões, a criatura dos últimos séculos elegeu o materialismo como o seu grande lema de vida. Esqueceu-se de Deus, perdeu a noção de fé, mal se orientou nas questões da vida e da morte, encontrando-se hoje enferma da alma e, consequentemente, do corpo. A falta de perspectivas em relação ao futuro transitório e as dúvidas sobre Deus e Sua justiça, entre elas, a imortalidade, fazem da criatura contemporânea um ser frio e extremamente egoísta, que tenta sua sobrevivência no meio da “selva de pedra” eletrônica e tecnológica. É um momento conturbado. Mas missionários do bem, no corpo físico ou fora dele, trabalham para restaurar o ambiente de espiritualidade, para encontrar o calor nos corações congelados. Sabemos que mais uma vez a luta contra as ilusões será grandiosa, mas sabemos também que sem lutas não há vitórias verdadeiras, pois tudo o que é fácil pode ser uma bela ilusão.

Mas é grande o número de homens e mulheres de boa-vontade pisando o solo terreno, lutando para, pelo menos, melhorarem a si mesmos, que de fato é o grande caminho. Muitos fracassam como grandes missionários também fracassam, e outros saem vitoriosos da vida transitória da Terra.

(114-) Quais são as outras categorias de mundos?

Mundos em formação, mundos primitivos, mundos selvagens, mundos bárbaros, mundos semicivilizados, mundos de transição (provas, expiações... Ex: Terra), mundos civilizados (a que a Terra aspira), mundos das artes em geral, mundos felizes, mundos divinos etc. Todo um esplendor ilimitado de belezas, de amor e de justiça do Criador.

A Terra evolucionou por várias fases, outras fases a aguarda pela frente, as perspectivas são imensas, tão imensas que a cada passo dado nestas linhas, as dúvidas pairam nas cabeças dos respectivos leitores, no velho e pobre raciocínio que diz: “O papel aceita tudo”.

(115-) De quando em quando os planetas fazem suas transições?

As medidas humanas são inexatas. Cada planeta tem sua história própria, seu tempo próprio de purificação em paralelo com a purificação dos seres que habitam os respectivos planetas.

Os planetas oferecem condições evolutivas para os seres e, na plenitude da razão, os mesmos seres colaboram na evolução do planeta, física e espiritualmente. Cada criatura tem o livre-arbítrio de acompanhar, superar ou estacionar em relação à evolução dos planetas. Os que superam continuam como missionários no mesmo planeta, em seu plano espiritual, evoluindo como se estivessem em um planeta superior, ou se deslocam para planetas superiores propriamente ditos. Os que estacionam ficam na eminência de serem transferidos a planetas inferiores. Esta é a verdade sobre a separação do trigo e do joio. Mesmo os que decaem a planetas inferiores, além de auxiliarem na evolução daqueles planetas, têm a chance de retornarem aos seus mundos de origem, eis a Justiça de Deus.

Como não poderia ser diferente, a Terra viveu e vive essa migração, natural perante as Leis Divinas em todo o Universo. Não é objetivo desta obra especificar as questões migratórias, mas muitos mistérios relacionados com antigas civilizações encontram respostas nestas afirmações.

(116-) Os seres não poderiam se recuperar nos seus planetas de origem?

Através da reencarnação, são dadas inúmeras chances aos seres recalcitrantes. A maioria acaba redimida e segue seu caminho, outra parte menor acaba não aproveitando as oportunidades, revoltando-se cada vez mais contra as forças divinas, formando verdadeiras legiões trevosas, que acabam reunidas em zonas inferiores da espiritualidade. Esses nossos irmãos interferem de forma substancial na natureza do planeta, mantendo grandes conluios com os encarnados que vibram na mesma sintonia. Essa influenciação pode ocorrer por muito tempo, até a reencarnação de seres mais elevados. Isso é o enfraquecimento de suas forças e a conseqüente expurgação a planetas, categoricamente, afins com as suas opções. Lá recomeçam um novo ciclo, misturando sua índole com a índole daqueles que habitam originalmente. Não é difícil imaginar o que deve ocorrer, mas cada mundo tem sua história, seu ciclo particular, o que parece mal no presente, semente do bem é para o futuro.

(117-) Se a Terra ainda não é uma verdadeira civilização, o que é uma verdadeira civilização?

A Terra está em transição para a verdadeira civilização.

A verdadeira civilização é composta por seres que se respeitam e trabalham para a verdadeira fraternidade, ou seja, tudo o que é feito, o é em prol da comunidade em geral. O orgulho e o egoísmo são diminutos, embora existam ainda, porém é pouco perceptível, pois o exercício prático do “amai-vos uns aos outros” é mais intenso.

Sejamos humildes em aceitarmos que a civilização terrena ainda não alcançou os seus objetivos.

17 – A CONQUISTA DE VIRTUDES, UMA VIDA VERDADEIRAMENTE FELIZ!

(118-) Em primeiro lugar, o que devemos fazer para darmos início nos caminhos da felicidade?

A bondade de coração e a fé em Deus são os primeiros quesitos para a verdadeira felicidade. A criatura detentora destas virtudes, mesmo que não compreenda nada do que estudamos nos capítulos anteriores ou qualquer complexidade de capítulos futuros, com certeza, os caminhos estarão abertos para que, em breve, consiga melhorar sua mente nos conhecimentos mais profundos.

Mesmo havendo dúvidas sobre habitabilidade dos mundos, reencarnação, existência do Mundo Espiritual, evolução espiritual, comunicabilidade entre os mundos físico e espiritual, mediunidade etc., com a bondade de coração e a fé em Deus, a certeza destas verdades virá o mais rápido possível, pois o seu coração e a sua razão, sedentos de verdade, levarão ao fatal encontro com a luz que vem de Deus.

(119-) O que é bondade de coração?

O bom de coração sempre quer ver todo mundo bem, respeita e estende as mãos para ajudar, sempre que possível. Inconscientemente, sente que a humanidade toda é sua irmã.

(120-) O que é fé em Deus?

Do ponto de vista simples, é a crença em um Ser superior. Até aqui são os primeiros passos na direção da felicidade. Mas quero aproveitar a oportunidade para falar da fé em condições mais profundas.

Em verdade, a fé não é apenas crer em um Ser superior, e crer sem saber por que crê. Esta fé, pura e simplesmente, é abalável, não permite que o homem avance além de alguns códigos e dogmas.

O Apóstolo Tiago, pela tradição, já houvera dito que a fé sem obras é uma fé morta. Acrescento que a fé é a ação na certeza das Leis Divinas. Verdadeiramente, tem fé quem tem a certeza inabalável dos fatos. A fé não é possível onde haja alguma dúvida. A fé não é “achar”. Não há fé baseada no “pode ser”, “talvez seja assim”, “é um mistério”.

A fé é a ação que leva a criatura ao cume da sabedoria, já que a certeza das Leis Divinas só pode ser alcançada com sabedoria. Com Jesus encontramos: “Vós não alcançareis a sabedoria a não ser pelo estudo de Deus”.

Mas o que é o estudo de Deus senão o estudo das Suas Leis, do funcionamento da vida, da destinação de todos, das causas que movem o Universo?

Eis a fé. Não é curiosidade, mas progresso, crescimento e evolução. A fé erra quando se afasta da Ciência, a Ciência erra quando se afasta da fé. A fé é a ciência que impulsiona a criatura na direção do Criador, a fé faz o ser descobrir o amor. Fé e amor, mães de todas as virtudes, adoração para com Deus, fraternidade para com o semelhante, na razão e lógica do existir.

(121-) Quais as vicissitudes contrárias ao Amor e a Fé?

O orgulho e o egoísmo.

O orgulho faz com que o ser se vanglorie de sua pretensa posição, se sinta privilegiado, onde seu ponto de vista está acima de qualquer verdade. Para o orgulhoso, geralmente, Deus não existe, se existe, fez o Universo todo para ele. Isto tudo gera uma indiferença para com o semelhante, que “não tem os mesmos privilégios ou capacidade igual”.

Conjuntamente, o egoísmo é a exteriorização dos sentimentos de amor próprio que verificamos acima. O orgulho como barreira em frente à fé, o egoísmo como inibição do amor verdadeiro. São os pais de todas as vicissitudes, causas de todos os males, dos menores aos maiores. Com estes sentimentos, a humanidade terrena vem construindo o seu caminho, infelizmente. Quando todos decidirem mudar, transformarem-se a si mesmos, a verdadeira civilização despontará no horizonte como um novo amanhecer.

(122-) O que pode acontecer com o homem que não providencia sua transformação?

O egoísmo tem como destino o evoluir para o amor. Mas esta evolução sempre varia de criatura para criatura.

O egoísmo reflete-se em nossos atos e comportamentos, com origem no próprio pensamento.

Há egoísmo quando passamos por sobre os outros, na busca das conquistas que nos interessam.

Há egoísmo quando pensamos excessivamente em nossa própria pessoa.

Há egoísmo nas pessoas “boas”, mas que por detrás da “bondade” existem sentimentos de superioridade, de isolamento, de fuga social, de crítica excessiva, de falta de respeito para com os gostos do semelhante, de amizades convenientes e mesmo ódio contra a humanidade.

Todas as características dos parágrafos anteriores demonstram o caso do egoísmo encubado pelo orgulho. É a fase mais nociva do egoísmo, pois está maquiada e desemboca como doenças mentais e emocionais.

Com o passar do tempo, o egoísmo que se caracterizava normalmente na criatura como algo periférico, começa sua progressão rumo ao interior da alma. Quanto mais a transformação se retarda, mais o egoísmo avança como câncer na alma.

(123-) Quando o egoísmo é normal e periférico?

No homem primitivo e semicivilizado, são estágios naturais, onde há a necessidade de sobrevivência em meio hostil. Dos últimos 25 séculos para cá os homens estão em condições de fazer sua reforma íntima, é o período de transição, como dissemos, e estamos na undécima hora.

(124-) Como undécima hora?

É como um novo dia, após longa noite. Os primeiros raios de Sol apontam no horizonte!

18 – UNDÉCIMA HORA: “LUZ E TREVAS QUEREM O TRIUNFO”

(125-) Existe um período exato para o término da undécima hora?

Para o Criador, sim, para nós são muito relativas, embora as sucessões dos fatos e dos acontecimentos demonstram o período nascente.

(126-) Qual o significado real das trevas?

Caracteriza-se pela revolta e indiferença da criatura para com Deus. Todo o ser revoltado declara guerra ao bem, por entender que as forças do bem são injustas, privilegiando alguns e deserdando a tantos. O indiferente busca o prazer e a satisfação pessoal, fazendo pouco caso das responsabilidades que lhe é inerente. Ambos representam as trevas de forma generalizada.

Na revolta encontramos uma grande guerra interior de lado a lado, ou seja, quem defende a luz, além da luz externa com o “inimigo” declarado, luta com um adversário poderoso: a dúvida. Na Terra, por mais que se busque o correto, o lado bom, as dúvidas são sempre terríveis. O medo de se ferir com a luz vinda do Alto, transforma grandes homens e mulheres em cidadãos indiferentes, voltados para si mesmos.

A indiferença, contaminação de grande parte dos seres humanos é porta aberta para a ação revoltosa, isto é, toda a ação negativa contra a vida, todo o uso inadequado dos bens naturais, toda a recrudescência da arte e o esquecimento de Deus. Este é um pequeno resumo do significado real das trevas.

(127-) Onde fica o mitológico Diabo?

Na mitologia. Na Antigüidade, julgou-se necessário personificar o mal, já que Deus também foi personificado, visto de forma antropomórfica e feito mais cruel que o próprio homem. Isto coube para o homem um tanto quanto infantil, ou seja, foi aceito por grande parte do povo. Na Idade Média, a figura do Diabo se fortaleceu por interesses que a história já tem contado.

Hoje não cabe ao povo a aceitação do mal nestes parâmetros. Deus está acima do bem e do mal, portanto, não Se rivaliza com uma força equivalente. O mal existe dentro do livre-arbítrio da criatura e funciona como instrumento do próprio Criador, que projeta a criatura ao cume do bem. O mal que parece interminável é apenas um segundo em relação ao infinito. O bem e o mal são forças contrárias no Universo, como vimos em outro capítulo, mas ambos são instrumentos da Divindade. Se “eu” não souber o que é mal, não saberei o que é bem! São parâmetros que o homem terreno ainda não compreende!

(128-) Existe algum mal invisível ao homem?

O homem, sendo uma individualidade, e com o livre-arbítrio para escolher entre o bem e o mal, continua sendo, fora do corpo físico, o mesmo. Legiões de seres desencarnados se agrupam no Astral inferior da Terra, mantendo constante relação com os seres encarnados, em especial, com os que são simpáticos e afins com eles. É de lei moral que os afins se atraiam e juntos, encarnados e desencarnados, somando-se a maioria, mostrem para todos nós o atual quadro da Terra. Eu repito: é preciso humildade e coragem para aceitar que o mundo terreno necessita de mudanças, começando esta mudança por cada criatura (todos nós); a revivescência dos ensinamentos de Jesus no dia-a-dia é espiritualidade rumo a Deus.

(129-) Qual é o espaço das trevas?

É a luta impossível de um segundo contra a eternidade. O segundo é passageiro, o eterno, infindável. Deus é a luz permanente, que permite ao ser o segundo de equívoco. Deus é a bondade infinita, que lega ao homem o vislumbre de muitos caminhos. Deus é a harmonia universal que, mesmo diante da aparente desarmonia, renova todas as coisas.

(130-) Então, no Universo não existe destruição e sim renovação?

A destruição é aparente na forma estética, ou seja, um organismo morto desintegra-se aos olhos físicos, porém suas partículas retornam à natureza, formando novos organismos.

Por renovação, entendemos evolução, melhoria de todas as coisas, caminho de crescimento para o infinito. Quando a criatura humana se der conta disso, reconhecerá que sua própria consciência se renova, evolui, melhora no Universo Divino. Com isso, o pensamento anti reencarnacionista cai por terra, à certeza da necessidade de evolução complementa-se com a lei dos renascimentos físicos.

Com a certeza da imortalidade, os homens estarão conscientes de que a prática do “amai-vos uns aos outros” é o único caminho para a verdadeira felicidade.

(131-) Deve-se com isso desprezar a vida no corpo físico?

A vida no corpo é uma bênção para o espírito. É na vida física que se processa a grande renovação da consciência, pois, momentaneamente, eclipsa-se o passado do ser, dando-lhe um recomeço. São páginas em branco para se rescrever a vida. É assim que de encarnação em encarnação o ser ignorante torna-se um sábio. O assassino, um dia, tornar-se-á um benfeitor, o ser animalizado torna-se um anjo.

(132-) Quem ou o que são as luzes deste momento decisivo na Terra?

Jesus e toda a plêiade de espíritos superiores que governam a Terra, pela vontade de Deus, e todos os de boa-vontade que quiserem trabalhar na renovação do mundo terreno.

19 – O DESCONHECIDO HOMEM ENERGÉTICO

(133-) O homem não se compõe apenas de órgãos biológicos conhecidos pela ciência terrena, sua composição vai além do que os microscópios podem alcançar. Seu cérebro sintetiza uma potência maior do que aquele expressado nas funções humanas e sua memória, restrita há algumas dezenas de anos, guarda em sua contra parte energética (espiritual), uma memória multimilenar. Sua glândula pineal, por detrás da função endócrina, detém um grande poder de recepção psíquica. São potências desconhecidas do próprio homem.

Sobre os plexos, o homem possui centros de forças, também chamados de chakras, contando sete os principais, bem como outros chakras menores e mais desconhecidos ainda, além dos canais de Nadis, usados na técnica da acupuntura. O homem é um Universo em miniatura, uma usina de forças espetaculares, camuflada por uma aparência frágil e mortal, como é considerado o homem. Com um psiquismo potente, capaz de promover curas e outros grandes prodígios, contentam-se os homens com uma vida instintiva, muito semelhante aos animais irracionais, os nossos irmãos menores.

Durante o repouso do veículo físico – o corpo humano –, sua contra parte energética desprende-se molécula a molécula, deslocando-se por regiões mais ou menos distante no mundo extrafísico, ligado ao corpo físico por um tênue cordão, que mantém a vida vegetativa do corpo humano.

São os poderes do pensamento e da oração, ainda pouco conhecido dos seres humanos, que preferem utilizá-los inconscientemente para o mal.

Descobrindo mais sobre a energia humana, é possível verificar que as principais patologias estão intimamente ligadas com os desequilíbrios energéticos na contra parte espiritual do ser. Veremos que o sistema imune é altamente dependente do substrato energético, e, por fim, compreenderemos que a causa de tudo que vemos está justamente naquilo que não vemos com os aparelhos humanos.

A saúde do homem também é afetada pelos agentes externos. Substâncias venenosas e alcalinas, vírus, bactérias e fungos, radiações, irradiações e acidentes outros, completam as causas patológicas. Para isso também temos a Medicina, mas é tempo de prevenções, de posturas mentais e emocionais mais equilibrados, para que o corpo reaja melhor às adversidades externas, anulando enfermidades ou proporcionando uma cura mais rápida e segura.

O homem consciente de sua realeza física, energética e espiritual, terá abertas as portas para a saúde, paz e toda a confraternização proposta pelo “amai-vos uns aos outros”, numa era que necessita chegar, pois o planeta carece.

20 – NEM TUDO É DADO AO HOMEM CONHECER.

(134-) Como a criatura humana assimilará todos estes novos conhecimentos?

O que temos escrito até agora, neste volume, são apenas sínteses e alguns conselhos que podem muito ajudar os entes terrenos. A obra espiritualista no mundo terreno é vasta, mesmo havendo volumes com títulos idênticos, reforçando a mensagem e atingindo grupos regionais de pessoas. Mas não é tudo, sendo apenas um grande começo para esta humanidade terrena.

Dado que as informações são muitas, a criatura humana somente assimilará bem os conceitos dedicando-se bravamente aos estudos das principais obras existentes na Terra. Verificamos que na infância e na juventude, a criatura humana não tem o devido interesse pelas coisas da alma, ou do espírito, como queiramos denominar. Daí se houver descuido por parte dos homens e mulheres na madureza, haverá mais uma existência quase nula. Compreendemos mais uma vez o quanto é curto uma única existência, e quantas pessoas passam pela vida terrena sem poderem levar alguns bens do espírito, o necessário conjunto de bens morais e espirituais a que se destinam as criaturas de Deus.

Sem o devido interesse, e sem a dedicação para o estudo das coisas divinas, o ser humano estaciona e atrasa-se nos objetivos da evolução, e, conseqüente, felicidade. Assim como os homens estudam as matérias básicas e técnicas, para que, supostamente, possam triunfar no meio humano, deve a criatura atentar-se para as matérias básicas e técnicas da alma, para que possa triunfar, em verdade, na vida eterna do espírito.

(135-) Em realidade, por que não é dado ao homem tudo conhecer?

Tudo deve ser dosado, se bem que a misericórdia divina tem adiantado alguma coisa ao homem, e este, abusado tem, em todos os tempos, dos bens que lhe foram ofertados para o seu maior conforto e comodidade na Terra. Sem total compreensão do funcionamento do Universo, e distante das Leis Divinas, por ignorância, somente a sua própria evolução pode descortinar, pouco a pouco, os segredos universais. Todos nós temos capacidade milenar e somos detentores de conhecimentos extraordinários, e no momento certo a prova disso tudo virá.

Portanto, “a cada um segundo as suas obras”, e mais ainda, a cada um segundo a sua própria evolução, seu momento no Universo. Quanto mais o ser humano avançar em instrução, mas principalmente em moralidade, mais lhe será dado, maiores possibilidades serão ofertadas e melhor será o viver na Terra. Se desistir de avançar, o homem sofrerá por suas próprias limitações, sendo impulsionado a mudar ou falir, exatamente como se observa na história do mundo.

(136-) O que pode ocorrer na infância, para o auxílio da criatura humana, haja vista que nesta fase o ser fica a mercê dos seus tutores?

A resposta vos é familiar. Reside aí a grande missão dos pais e educadores de toda a ordem.

Identificar as tendências das crianças, pois cada uma tem a sua personalidade, para, a partir daí, moldar a sua devida educação, cultivando suas boas tendências e procurando corrigir suas possíveis deficiências, sejam elas intelectuais ou morais, bem como todo o cuidado físico e psicológico da criança. Ocorrem erros quando queremos educar todas as crianças da mesma maneira, sem a observância de suas características individuais.

Com uma idéia aproximada das características da criança, com amor e dedicação, cada mãe e cada pai, assim como todo o sistema educacional e pedagógico, saberão como orientar as crianças, dado que tudo é programado para funcionar dentro das possibilidades de cada um. Tudo isto pode ajudar muito a criatura em desenvolvimento, transformando tendências perniciosas em virtudes grandiosas. Mas, mesmo com o amor e a dedicação dos pais e empenho redobrado dos educadores, os tutelados se desviam do sonhado plano de seus tutores. São índoles mais difíceis de serem trabalhadas, ainda assim, devem receber todo o amor possível, na certeza de que a própria vida lhes proporcionará oportunidades de auto-reforma. Mas jamais devemos desistir da orientação, pois também somos instrumentos de Deus no amparo a todos.

(137-) E na questão da adolescência e juventude?

Como todos sabem, esta é uma fase de transição, ou seja, de descobertas e de afirmação como personalidade. Na realidade, é o choque entre a personalidade humana, em plena formação, com a personalidade espiritual, formada em milênios de milênios. A busca pela identidade e toda a força dos hormônios na transformação fisiológica, formam este momento chamado adolescência, compreendido inadequadamente pelos pais, que se esqueceram que também foram adolescentes, embora cada vida seja uma vida. Nesta fase, os pais e educadores devem se preocupar com a questão das drogas e das possíveis crises que são comuns na adolescência. É preciso praticar a empatia, isto é, tentar se colocar no lugar do outro, mesmo sabendo que é muito difícil. Os pais, os educadores e os adultos em geral, são espelhos para as crianças e adolescentes, portanto, todo aquele que quiser educar de verdade, deve ter a consciência de que o exemplo é tudo. Não adianta orientar alguém no sentido de que não se deve fumar, por exemplo, se o fumo é um vício comum de quem orienta.

Para com a adolescência é preciso amor, carinho e compreensão, não adiantam exigir nada pela força, já que a rebeldia é uma tônica nesta fase da vida. Com os seres humanos acontecem muitas coisas idênticas às do reino animal, como é de praxe, por exemplo, o macho adolescente que desafia o macho adulto e dominante. Isto ocorre com os chimpanzés.

Sempre que falamos dos homens, fazemos um adendo no mundo animal, comparando muitos instintos comuns entre o irracional e o racional. Relembramos também que, mesmo tendo personalidades próprias, pois cada individualidade é única, a maioria dos seres humanos se copia, pois não atingiu a plenitude individual.

Após a adolescência, muitos jovens se encontram consigo mesmo, amadurecem e seguem seus caminhos. Outros trazem seqüelas da infância e adolescência, onde ainda ficam dependentes da orientação dos pais e outros educadores, em alguns casos necessitam de tratamento psicológico ou fisiológico. Ainda neste caso, tudo se vale da identificação de suas características, para que as coisas ocorram do modo mais adequado possível.

(138-) Mesmo com todos os cuidados, o ser humano tem enfrentado grandes dificuldades existenciais. Onde se encontra a causa mais profunda deste enigma?

Por incrível que pareça, o enigma reside no próprio ser humano. Com o livre-arbítrio outorgado por Deus, a criatura escolhe por quais caminhos seguir. Deus com toda a sabedoria criou Leis que conduzem os homens a um destino digno. São leis que impulsionam a criatura no rumo de volta para Deus. Já vimos, portanto, que o mal é transitório, e que o bem é a luz da eternidade. Deus conta também com a fraternidade entre as criaturas, e ela ocorre entre os seres mais ou menos evoluídos, pois se descobre a necessidade da fraternidade. Em condições mais evoluídas o amor é à base de tudo.

Mas, infelizmente, na Terra, os seus habitantes ainda não encontraram o ponto ideal da fraternidade. É a sua livre escolha, à vontade expressada em todas as ações práticas.

(139-) Por que os seres humanos se copiam?

É natural que os diversos grupos sociais se unam e criem costumes parecidos, formalidades que tentam primar pela ética e pela moral. Toda a vez que algum indivíduo começa a agir de modo diferente dos padrões estabelecidos, este ou é execrado ou é invejado. Ou torna-se uma célula estranha ao organismo, ou este organismo começa a sua mutação, visando uma nova constituição orgânica. Na atualidade, quem tem mais partidários, Deus ou as coisas? Em cada era, novo costume, nova cultura, novo modelo social se estabelece, tudo pela força da novidade. Seus iniciadores são execrados muitas vezes, ignorados, discriminados, sacrificados, mas o tempo eleva suas verdades no topo do merecimento e da dignidade.

O padrão comportamental nos diversos setores da sociedade faz-se necessário pelo respeito e pelos limites naturais da criatura humana. Quando esta busca copiadora ultrapassa o respeito e os limites naturais, nascem os problemas da inter-relação entre as pessoas. As rivalidades e ciúmes, a concorrência e a inveja, colocam os seres humanos em níveis inferiores aos irracionais, com toda a perniciosidade causada por esses sentimentos.

(140-) Mas a concorrência não é uma tônica do mundo moderno?

O mundo vive a concorrência necessária de seu tempo. No futuro, novos métodos comerciais estarão substituindo os métodos atuais, já que o modelo atual começa a sentir as dificuldades da absurda concorrência, que não respeita a criatura humana como deveria. Onde está a segurança no trabalho para o pai de família? Qualquer motivo é o suficiente para que uma pessoa perca o seu emprego! Os motivos, na maioria das vezes, não são por falta de competência do trabalhador, mas, simplesmente, por políticas e conveniências rivais, que fazem a criatura humana passar-se por mais uma, ou seja, um número qualquer, que pode ser apagado e substituído por um novo número, outra pessoa.

Não nos esquecemos dos benefícios da concorrência sadia, mas pelas deficiências humanas, a concorrência, por natureza, torna-se uma grande rivalidade, onde o homem volta a assemelhar-se aos seus irmãos irracionais, demarcando terreno e defendendo-o com unhas e dentes. Há os que defendem este modo de vida, por estarem “bem-sucedidos” no momento, esquecendo-se que existem bilhões de pessoas excluídas por este modelo super egoísta. E podemos lembrar também, que, pelas Leis Divinas, riqueza e pobreza são apenas faces de uma grande responsabilidade, com o divino objetivo de evolução para os seres espirituais.

(141-) Por que a inveja é tão perniciosa? Onde está a raiz ou a gênese deste sentimento?

Por desconhecer as Leis Divinas, boa parte dos seres humana mantém arraigados certos sentimentos, como a inveja, por exemplo, que podem levar a cometer atitudes drásticas contra o semelhante. A inveja é o desejo de ter, de ser e de impedir que o semelhante continue a ter ou ser “sucesso”. Sentindo-se rebaixado ou mesmo no “fundo do poço”, primeiro almeja ser igual a este ou aquele, descobrindo que isto não é possível, pois cada um é cada um, passa a viver no desejo de que o semelhante almejado venha para o suposto fundo do poço. É uma atitude que denota todas as dificuldades, toda a inexperiência e requinte de maldade que cercam homens e mulheres, irmãos meus, irmãos nossos. Se não bastasse o mal causado a outrem, o maior mal se reverte àqueles que mantêm este tipo de sentimento.

A raiz ou a gênese deste sentimento se encontra no próprio livre-arbítrio de cada criatura racional. Com a formação da razão, durante os milhões de anos de evolução, o ser espiritual direciona suas vontades no caminho que bem lhe aprouver, descobre que é um equívoco de sua parte, mas, muitas vezes, não se vê preparado para a autotransformação. É assim também que este sentimento se transforma numa grande maldade, visto que o ser tem conhecimento da perniciosa atitude, mas não muda, passando a agir de propósito. Mas a inveja, antes de tudo, é filha do orgulho e do egoísmo, pais de todas as vicissitudes. Por isso, que a pessoa, na maioria das vezes, identifica em si mesmo suas deficiências, mas se faz indiferente, por orgulho, ou continua a agir da mesma forma por egoísmo. Somente a transformação do orgulho pela humildade e do egoísmo pelo altruísmo (amor ao próximo), fará a criatura superar suas deficiências.

Começando a identificar as próprias dificuldades, será possível notar também que cada pessoa tem sua estrela, seus talentos e deficiências, porque cada pessoa é única, embora semelhante, com particularidades inexistentes em qualquer outra parte do Universo. Sentindo toda a sua potencialidade, a criatura já se desvincula da idéia de ser o que o outro é ou ter o que o outro tem. Aprende a retirar somente os exemplos e as lições que o semelhante pode lhe oferecer, isto é humildade, não cópia, pois cada criatura detém sua qualidade própria. É comum a nossa admiração por grandes personalidades da história, mitos e até heróis em quadrinhos; mas o mais importante, é que aprendamos a amar o semelhante, verificando qualidades em todas as pessoas, para que não se caia no fanatismo de “amar” a Jesus, odiando sua mãe, Maria, por exemplo, num dos grandes absurdos da teologia partidária, erroneamente criada por aí.

(142-) Por que nem Religião, nem Ciência e nem as leis civis conseguem corrigir o modelo social humano, ou seja, o relacionamento entre os homens?

Porque o modelo social humano compreende o homem como um ser consumista e mortal, desconhecendo que o homem é um ser evolutivo e espiritualmente imortal, portanto, carente também das coisas do espírito, responsável direto pela sua felicidade ou infelicidade.

Sem dúvida, o problema básico da humanidade terrena é a própria inter-relação entre os homens. Enquanto a “religião” ensinar o homem a ser passivo e esperar pelo “fim do mundo”, na desculpa de que todo o mal vem de fora (do suposto Diabo), tirando do homem toda a responsabilidade pelos seus atos, e de que a única coisa que o aguarda é um suposto céu de inércia e contemplação eternas, ou um inferno também eterno, criado de modo infantil por Aquele que é a Infinita Sabedoria, enquanto a “ciência” se posicionar como dona da verdade, não admitindo a fonte geradora e mantenedora do Universo, que é Deus, enquanto as leis civis não primarem por uma remodelação mais aproximada com a realidade do homem, os mesmos homens jamais se encontrarão, não encontrando no próximo motivo para amá-lo.

É por isso que aqui nos encontramos. A pequena missão é levar todo o conhecimento possível aos homens da Terra, todos os filhos do mesmo Deus, para que a verdade seja luz entremeio às trevas do conhecimento humano, que não consegue estabelecer a concórdia, pois não enxerga nada além dos limites das próprias necessidades. Enquanto a criatura deixar de agir em sua reforma íntima, nenhum órgão externo conseguirá trazer-lhe a paz de consciência e a concórdia entre pessoas e povos.

21 – O FOCO DA REFORMA ÍNTIMA

(143-) Ao contrário do que todos podem imaginar, reforma íntima não é transformação mágica, ela nasce da conscientização de que é preciso melhorar e crescer. Mas melhorar e crescer para quê? Melhorar e crescer para que as possibilidades melhorem e cresçam também. Melhorar e crescer para que não se caia no tédio da inércia ou da repetição improdutiva. Melhorar e crescer porque tudo no Universo cresce e melhora. Melhorar e crescer porque esse é o único caminho da verdadeira felicidade. A reforma íntima é a pequena ação que nos move um pouco para frente. É o sorriso que não se dava, é o humor que não se tinha, é a compreensão que não convinha, eram as mãos que não se estendiam, era o preconceito que se estabelecia e tudo impedindo que grandes realizações ocorressem.

Quando passamos a ter pequenas atitudes em favor do bem e atitudes que estavam escondidas pelo descontentamento cotidiano, já estamos realizando a reforma íntima. Quando tomamos coragem para agir em circunstâncias que a indiferença impedia, estabelece-se aí a reforma íntima. Reforma íntima é ação, por pequena que ela seja, por caminhos novos e seguros, que podem, verdadeiramente, produzir paz e concórdia entre as pessoas, todas as irmãs, no concerto universal.

O principal passo para a reforma íntima é se livrar das desculpas, pois elas são os grandes obstáculos nos diversos setores da vida humana. Sempre há uma justificativa para não se agir no bem, ou para burlar as leis humanas e celestiais.

Jesus convida a todos para trabalharem com Ele na redenção humana. Mas o que é trabalhar com Jesus? Trabalhar com Jesus é ser um semeador da verdade, não somente na teoria, não somente nos púlpitos das igrejas e templos, mas na prática do dia-a-dia, sendo a mesma pessoa em todas as situações, a todo o momento, pois o que se vê e o que se nota é a mais pura incoerência nos diversos momentos da vida.

Trabalhar com Jesus é poder dar um pouco de si mesmo pela humanidade, abolindo a idéia de que a redenção humana já foi conquistada com o sacrifício na cruz. Ao contrário, a morte de Jesus na cruz, marcou o início das grandes mudanças espirituais na Terra, que não tem termo.

Portanto, reforma íntima não é o “bicho de sete cabeças” que muita gente imagina. A reforma íntima é simples e gradual, com a possibilidade de todos desfrutarem dessa dádiva. Reformar-se é trazer para si luzes de conhecimentos e moralidade, cumprindo na Terra os objetivos de evolução.

Benditos são todos aqueles que podem beber conosco neste cálice da verdade!

22 – SAÚDE E DOENÇA, SOBRE A ÓTICA DA ESPIRITUALIDADE.

(144-) Quais são as causas reais das doenças?

Para que ocorra a vida, é preciso a junção do princípio espiritual com o princípio material, ou seja, é necessário que o princípio pensante encontre onde e como se expressar. A consciência cada vez maior e a própria inteligência, não conseguiriam se desenvolver sem as ferramentas e locais para agir e progredir. É a história do homem que vai pescar sem todos os seus apetrechos inerentes à própria pesca! Eis que Deus cria os seres, criando todas as necessidades para o próprio desenvolvimento e evolução das criaturas. Há fome, a vida oferece os meios para suprir esta necessidade, dando inteligência, membros e tudo mais; há sede, a mesma coisa, todas as possibilidades são oferecidas e assim por diante.

Em determinado momento da evolução, princípio espiritual e princípio material sofrem algumas dicotomias, enfrentam alguns obstáculos, naturais da evolução de todas as coisas, causando desequilíbrios energéticos, que desarmonizam o sistema imune, propiciando o avanço bacteriológico ou de qualquer outro agente nocivo ao organismo humano. Mas, são mais complexos os caminhos que envolvem enfermidade ou desequilíbrios, que alteram, de fato, a vida comum de todas as criaturas.

(145-) Primeiramente, como entender melhor a junção entre os princípios espiritual e material?

Desde os primórdios da evolução, o princípio inteligente se reveste de um corpo energético e indestrutível, que magneticamente se liga, dá forma e vida ao princípio inorgânico, formando a estrutura vital nos diferentes reinos da natureza física, como é entendido pelo homem. É o princípio inteligente, em sua junção, com o corpo energético ou espiritual, sobrevivente à morte orgânica e em constante evolução.

Os dois princípios contêm a mesma essência, e um desenvolve o outro, na necessária permuta universal. Acima de qualquer princípio está Deus, de onde tudo provém e se mantém.

Durante toda a vida física, os dois princípios buscam harmonia, sofrendo o assalto de parasitas e outros agentes externos, que lutam na cadeia alimentar do planeta, visando a própria sobrevivência.

(146-) Qual o fator predisponível para a doença? E qual é a função da patologia na evolução das criaturas?

Nesta permuta entre os dois princípios, o próprio organismo cria o sistema imune, como defesa contra os agentes e parasitas diversos. No reino vegetal e animal, o ciclo doença e saúde são mais equilibrados, devido ao perfeito funcionamento do sistema imune. Com a evolução do homem e sua constante intervenção de forma incorreta no ciclo natural, ocorreu um maior desequilíbrio, tanto para esses dois reinos citados, como para o próprio homem, reino a que devemos chamar de “Reino Hominal”. Com a liberdade de escolha, o homem tem experimentado situações que abriram caminhos para novos obstáculos entre seus princípios. Com o livre-arbítrio do homem e seu organismo em constante mutação, princípios espirituais e materiais sentiram a necessidade de estreitamento, de um equilíbrio maior, o homem, em sua imaturidade, não compreendeu ainda esta necessidade. Seu organismo, ressentindo esta desarmonia, tem oferecido um menor nível de resistência imune, onde somente uma prevenção altamente eficaz é capaz de impedir a evolução patológica no planeta. Hoje, a medicina terrena encontra-se bem mais avançada. Na Idade Média, por exemplo, milhões de pessoas foram afetadas por moléstias que a medicina, no presente, combate muito bem. Em contrapartida, na atualidade, os seres humanos se deparam com novas moléstias, com parasitas que se modificaram e também evoluíram com o tempo.

Todo o desequilíbrio, toda e qualquer patologia são clamores para que a criatura humana busque seu equilíbrio e sua saúde. São os opostos, para que o ser pensante possa distinguir uma coisa da outra. É a tônica da evolução universal.

(147-) Mas o homem não colabora com o agravo patológico, em especial, nos últimos tempos?

Muita gente ignora a própria capacidade da autocura. O modelo biomédico tradicional já avança nesse sentido, obtendo belos resultados.

O homem, no seu distanciamento das coisas divinas, na ignorância sobre a sua essência permanente e verdadeira, afogado nas ilusões das coisas transitórias, vem sofrendo demais as conseqüências desse distanciamento, pagando um preço alto por esse descuido consigo mesmo. Quanto mais o tempo passa, mais a necessidade aumenta no sentido da harmonização entre seus princípios. Sem essa harmonização, ou seja, do equilíbrio entre a mente e o corpo, o sistema imune é incapaz de resistir aos constantes assaltos parasitários, pois sem o domínio do princípio inteligente sobre o organismo, este, por si só, torna-se vulnerável.

Deve o homem se dar conta de que é preciso equilibrar-se, para que seu organismo siga o exemplo deste equilíbrio. O problema da saúde na atualidade deve-se muito aos excessos de toda a ordem, de um modelo alimentar deficiente, do consumo alcoólico desmedido, do tabagismo, do consumo de remédios sem prescrição médica ou mal orientada por profissional incapaz. O problema se estende pelo consumo indevido de substâncias outras. Além dos problemas causados por si mesmo, esses agentes tóxicos também realizam verdadeiros danos no organismo, predispondo o mesmo a todos os outros agentes nocivos da natureza. Verifica-se a prova de fogo por que passam todas as criaturas no rumo da evolução.

(148-) O que devemos entender por “um modelo alimentar deficiente?”.

Os excessos alimentares, os produtos artificiais e toda a ignorância sobre a importância da alimentação!

Toda a alimentação em excesso despende energias desnecessárias, além de o organismo reter toxinas venenosas, causadoras de diversas patologias. Junta-se a isto vários produtos inadequados para o consumo, obrigando o organismo a encontrar maneiras diversas para digerir os produtos artificiais. Enlatados em conservantes, doces em excesso, salgados em excesso, coloridos artificiais, sabores artificiais, toda uma soma de fatores que corrobora na patologia humana. Novos métodos na alimentação artificial estão sendo aplicados, mas muitos ainda carecem de qualidade.

Encontramos também a inconsciência alimentar daqueles que se alimentam às pressas, sem mastigação adequada, esquecendo-se que a digestão começa na boca, no contato dos alimentos com a saliva. São os problemas de obesidade, disfunções gastrointestinais e má absorção de nutrientes como vitaminas, proteínas e sais minerais. Este é um resumo do modelo alimentar deficiente.

(149-) Quais os demais agentes que seriam causadores de patologias outras?

Os acidentes, lesões cerebrais, patologias congênitas, patologias parasitárias e tudo que se relaciona com o psiquismo, demência e loucura, formam o conjunto de agentes observáveis pela medicina terrena. Mas existem ainda outros agentes que a medicina ignora ou ainda não aceita e que são os agentes astrais e influências de inteligências equivocadas e também enfermas do plano espiritual.

Neste caso, falamos de homens que deixaram o corpo físico, mantendo-se no plano astral inferior, em um contato muito estreito com os homens que se encontram no corpo físico.

É importante ressaltar a compreensão da excelência do Evangelho, terapia integral que visa a saúde total da criatura. Elevando o padrão espiritual através da observação dos preceitos cristãos, toda a imunologia do homem acompanha esta elevação, ganhando resistência contra as moléstias do corpo e da alma.

(150-) Quais seriam as patologias da alma?

O orgulho e o egoísmo devem ser combatidos e transformados o quanto antes pelo homem inteligente e racional.

(151-) O que dizer das pessoas que não cuidam da saúde, abusam em tudo e justificam o consumo de alcoólicos, tabaco e outras drogas, dizendo que “vão morrer mesmo? Cuidando ou não da saúde a morte seria inevitável mesmo”?

Pelo menos sabem que o encurtamento da vida física é um fato a todos aqueles que descuidam da saúde, salvo algumas exceções, onde o organismo é muito resistente e mesmo com os abusos suporta em torno de um século.

Mas o que a maioria das pessoas não sabe, é que mesmo sendo opostos os dois princípios (espiritual e material), um recebe a ressonância do outro, ou seja, o desequilíbrio ou equilíbrio de um reflete-se no outro. Aquele que tinha um organismo resistente e abusou, acaba levando consigo os reflexos do abuso e, automaticamente, projetará um organismo debilitado para encarnações futuras. Os que são dependentes químicos, por exemplo, e que acreditam que a vida acaba com a morte física, são surpreendidos ao retornarem para o Mundo Espiritual, carregando em si todas as mazelas que aqui tinham, e terão de fazer um longo tratamento na espiritualidade.

Os dois princípios se ligam molécula a molécula. Quando a polaridade é mudada pelo fenômeno da morte física, os dois princípios se separam molécula a molécula, e o princípio espiritual leva consigo todo o reflexo ou ressonância das ações e experiências do corpo físico. O cuidado com a saúde na vida física refletirá positivamente na vida do espírito. A recíproca também é verdadeira.

Então, os que se justificam, abusando da saúde, cometem um grande equívoco, pois a vida continua e todos os danos não são supridos apenas pelo fenômeno biológico da morte. As fibras sensíveis do organismo astral são atingidas pela ressonância do organismo físico. O organismo físico é a contra parte do organismo astral, uma espécie de duplicata.

A não crença na imortalidade da alma, ou a má orientação sobre a vida espiritual, levam os homens a viverem despreocupados com as coisas do espírito, com sua essência real e permanente. Curtir a vida ao máximo é uma tônica equivocada que se criou nos últimos tempos. Na realidade, a vida física deve ser aproveitada da forma que engrandeça o patrimônio moral e espiritual de cada um, para que cada um, ao desencarnar, leve para a pátria espiritual a luz e a experiência necessárias para a sua maior evolução. Isto se constitui a verdadeira felicidade.

23 – OS SERES HUMANOS E SEUS COMPLEXOS EXISTENCIAIS.

(152-) É justo encontrarmos somente mazelas nos seres humanos?

Não, não é justo. Os seres humanos são detentores de grandiosas qualidades, que acabam eclipsadas no meio do negativismo operante. Todos nós conhecemos pessoas extraordinárias, que fazem a vida valer a pena e dão um grande equilíbrio no meio social.

Mas o que é necessário todos saberem, que mesmo com todo o esforço que até agora foi feito pela concórdia mundial, pelo modelo que se estabeleceu, da vaga compreensão da vida e de Deus propriamente, não são suficientes para promover a necessária mudança, ou seja, de poder reduzir ao máximo as desigualdades, digo reduzir ao máximo, porque a igualdade total é impossível, o mundo não funcionaria sem as diferenças, por razões já comentadas e que o tempo provará. Para reduzir a absurda desigualdade, somente uma mudança de conceito, que é reconhecer todos os homens e a natureza em geral como verdadeiros irmãos, como de fato são, e somente a indiferença é que não observa esta realidade. Mas para começar a operar essa mudança, cada ser deve superar grandes complexos, que impedem os homens de mostrarem quem realmente são com grandes qualidades e com a missão única de evoluir sempre.

(153-) O que representam os traumas na vida do espírito eterno?

Durante as inúmeras encarnações, cada ser segue seu caminho único e particular, mesmo com os caminhos idênticos aos dos seus semelhantes. Cada espírito angaria experiências que lhes são comuns, alegrias e tristezas, prazeres e dores, sucessos e quedas, que além de lhes darem experiências íntimas, também fornecem conhecimentos a todos que estão em seu convívio, criando uma generalização que reafirma a condição de irmãos que todos somos uns dos outros. Aprendendo uns com os outros e com as próprias experiências, os traumas nascem da não superação deste ou daquele obstáculo, sejam nas relações íntimas ou nas relações interpessoais, onde este ou aquele dever foi desrespeitado. Os traumas podem acompanhar o espírito por várias encarnações. Somando as qualidades e deficiências, em cada existência a personalidade se mostra incomum, batalhando para superar as limitações que mais entravam a escalada evolutiva. Se o homem tiver sabedoria para dar vazão às qualidades que já possui, por conquistas milenares, terá força maior para superar algum entrave em seu caminho.

A multiplicidade, o alcance e a dinâmica da vida devem ser motivos de grandes estudos por parte daqueles que querem desvendar os mais intrigantes enigmas do Universo.

(154-) Quais os principais complexos e traumas dos homens? E qual o grande complexo que leva o ser a se revoltar contra o Criador?

São duas as colunas principais que, na inexperiência e na ignorância das criaturas sobre as coisas divinas, abrem os caminhos para todas as dificuldades. São elas: a Fé e o Amor ignorados.

A falta de fé faz nascer na criatura o orgulho de estar no topo da criação e de, talvez, ser o maior e melhor dentre os semelhantes, não existindo nenhuma força acima da sua. Este é o primeiro equívoco, pois outras pessoas aparecerão numa condição “melhor”. A partir daí, começam a derivar outros complexos da mesma linhagem. O medo, a ansiedade, a desconfiança, a decepção, a descrença total, o negativismo e o desamor.

Na outra coluna, o desamor faz nascer o egoísmo de apenas tirar vantagens nas relações com os semelhantes, na falsa idéia de que os direitos foram feitos somente para si mesmo. Este equívoco paralelo dá vazão a outras ramificações de equívocos, que vão se misturando aos outros. São eles: o ódio, a guerra, o preconceito, a tirania, a traição, a inveja e a indiferença.

Em cada coluna ramificamos sete derivados principais, que são do conhecimento de todos. Misturando todos ou alguns desses complexos, caminham as criaturas conforme a evolução de cada um. Na medida em que a fé e o amor vão sendo despertados no homem, os complexos vão se transformando em qualidades e são as transmutações contrárias, como por exemplo, o medo em coragem, à ansiedade em serenidade, o ódio em fraternidade, a guerra em paz, enfim, os antônimos correspondentes nas palavras, mas acima de tudo o sentimento saindo do polo negativo e encontrando-se no polo positivo do ser.

Algumas ou várias pessoas, em pleno processo de evolução, na grande luta contra a ignorância, frente a frente com os complexos naturais, no limite da frustração, acabam discordando dos desígnios eternos do Pai Celestial, que consideram injustos, dando início a movimentos revoltosos e contrários à Lei Divina de Amor e Fé. São as legiões do mal, que se formam ao longo de eras e eras, por livre e espontânea vontade, mas que o Pai Amado alcança em determinado momento.

Nem todos os revoltados estendem a revolta a esse extremo, de formarem legiões contrárias ao bem, mas em um período de certa ignorância, o homem tem ímpetos de revolta, sempre quando seus desejos e anseios são frustrados pelas circunstâncias da vida. Procurando compreender as Leis de Deus, o homem começa a sanar sua revolta.

(155-) Observamos que a ignorância do bem é a causa de todos os males. O que representa essa força contrária em relação à eternidade e em relação à vida transitória das criaturas?

Perante o infinito tempo, os males representam segundos de equívocos na vida eterna das criaturas. Portanto, pequena em relação ao bem.

Perante a vida transitória, em especial, nos planetas inferiores e nos planetas em via de transição, como a Terra, por exemplo, a constatação de que o mal é dominante, se faz claro, muito mais pela indiferença do que por uma ação mais direta de legiões contrárias. Em verdade, a indiferença sempre foi o maior equívoco das sociedades, e é uma alegria imensa para as legiões combativas do bem, que encontram o seu maior apoio na Indiferença.

Para toda a população que se encontra encarnada no mundo terreno, onde vinte anos são longos caminhos e toda a vida é pautada por horas e minutos, os milênios, circundados por grandes equívocos que a história assinala, parece uma eternidade e quase insuportável pela criatura humana. É possível verificar no momento muito caos e desequilíbrio, mas se observa também a luta incansável de muitas pessoas por um mundo melhor. Mas a indiferença engole a todos, criando um quadro mais tenebroso do que é realmente. Não há dúvidas de que a luta presente é muito árdua contra a ignorância.

(156-) Na busca pela perfeição, algum ser alcança o topo da evolução sem ter se equivocado ao menos uma vez?

Nenhum espírito alcança a perfeição sem ter caído várias vezes em sua longa caminhada. Qual criança que aprendeu a andar sem ter caído? É o preconceito que leva alguém a afirmar que existem criaturas que atingiram a perfeição sem cometer um equívoco sequer. É até justo que tenhamos esta opinião na veneração dos espíritos superiores, mas é preciso restabelecer a verdade eterna e a justiça perfeita. É justo, que mesmo caindo, algumas crianças assimilem o andar mais rapidamente. É justo, que pelo esforço próprio, mesmo cometendo equívocos, uns alcancem a perfeição mais depressa, enquanto outros se demoram um pouco mais.

Deus seria injusto criando alguns espíritos capazes de atingir a perfeição sem as experiências opostas, enquanto a grande maioria se arrasta nas lutas da evolução. Toda esta verdade traz como ensinamento, a potencialidade de que é dotada toda a criatura humana, e de que o equívoco bate à porta de todos, nos diversos momentos de sua evolução, mas que esta mesma potencialidade os fazem superar todos os equívocos, vencerem todos os obstáculos e limitações, conquistando os objetivos eternos, traçados por Deus.

24 – UMA NOVA FILOSOFIA PARA O PORVIR

(157-) Em que filosofia as populações do porvir encontrarão subsídios para a prática de uma vida mais correta?

Apesar dos milênios que se seguiram, os preceitos cristãos são a doce e a pura melodia de amor e felicidade. São ensinamentos de profundidade ímpar, exemplificados na pessoa de Jesus, o mais elevado Espírito a pisar a Terra. Os conceitos que foram mal interpretados ou deturpados ao longo dos séculos são hoje esclarecidos pelas revelações espirituais e que confirma a luz do Messias, o caminho da salvação contra a ignorância. O próprio Jesus dirige o grande movimento de espiritualidade na Terra, dando continuidade à sua grandiosa missão, que não tem termo estipulado.

As bases do Cristianismo, aliado ao seu próprio desenvolvimento, pelas revelações espirituais, fundam a grande e verdadeira filosofia do futuro próximo, na idéia de “um só pastor e um só rebanho”.

(158-) Qual será o papel da Ciência neste porvir?

No porvir e desde já, a missão da ciência é de colaborar e comprovar em todas as áreas, a dinâmica e a grandeza do Universo, promovendo as transitórias melhorias e projetando o conhecimento humano ao infinito, preparando o homem desde agora para as realidades do espírito imortal.

Ciência e Religião devem caminhar juntas para que se amparem mutuamente em seus respectivos limites. Juntas levarão o homem mais depressa a seus objetivos de evolução. São asas que não devem continuar separadas.

(159-) Formando a trilogia, a Arte pode colaborar mais intensamente para o desenvolvimento humano?

Assim como a religião e a ciência, a Arte cumpre o seu papel de elevar o espírito humano em todos os mundos habitados e em todas as esferas de vida. Forma o triângulo que, junto com a religião e a ciência, abrem todos os campos da expressão espiritual, isto é, da própria realização do Criador e da criatura.

A arte tem acompanhado todos os momentos da criatura, refletindo, historicamente, a prosperidade ou a decadência de cada tempo e período da civilização terrena. Observemos neste momento o reflexo da arte, o que ela expressa e a qual caminho tem conduzido a criatura humana, se ela está cumprindo a missão de elevar a alma dos homens ou também demonstra decadência, vivendo os anseios da modernidade!

Eis o grande papel da Arte em todos os seus setores: levar alegria e inspiração para o espírito, elevando-o rumo à eternidade.

(160-) Um só pastor e um só rebanho, nos levam a entender o quê?

A figura de pastor e de rebanho nos mostra uma idéia relacionada com a cultura ainda existente, porém remota, da criação de ovelhas. Dá-nos a idéia de comando e condução de uma tribo, de um povo, por caminhos corretos na vida.

Hoje, com o alcance um pouco melhorado sobre questões universais, profundamente a idéia de pastor e rebanho ganha concepções mais apuradas. É possível ser pastor de si mesmo, amparando aqueles que ainda não conseguem, e ainda estando consciente do Pastor que tudo pode e tudo governa e que é Deus. Esta concepção é o resumo das hierarquias universais, onde Deus é o centro de tudo, absoluto, infinito, total e completo, e os espíritos com maior ou menor evolução, cumprem missões mais ou menos elevadas, no conceito da fraternidade universal entre todas as criaturas. Jesus é visto como o “bom pastor”, devido à alta missão que cumpre, na condução do gênero humano pela estrada do Amor e da Verdade. Espíritos mais elevados existem, com missões que escapam à compreensão humana, mas que não tem nada de absurdo, visto que a evolução dos espíritos é infinita e transcendem os limites de tempo e espaço, pois o Universo se sucede em eras incalculáveis, onde princípio e fim não existem, e nenhuma medida humana é capaz de abarcar. Somente o próprio Deus é detentor do incomensurável.

(161-) Esta visão profunda sobre Deus, colabora para a nova filosofia?

Sem dúvida, pois mata a idéia antropomórfica de Deus e O eleva a uma condição mais justa. Compreender Deus de forma mais profunda significa dizer que a criatura também se encontra mais profunda em si mesma, mais evoluída e mais feliz, longe do aborrecimento de se sentir injustiçada, aguardando a “terra prometida” de fora, entendendo que a “terra prometida” está dentro do próprio homem.

(162-) Quem é este extraordinário Jesus?

É o ser que dignifica todo o bem na Terra. Com coragem incomparável, tem aceitado a missão messiânica, deixando as altas regiões espirituais para ter com todos os homens e mulheres. É a luz que ilumina a Terra, neste momento ainda de grande escuridão moral. Marcou para sempre a história deste pequeno mundo.

Grandes instrutores estiveram, estão e estarão na Terra para aplainar cada vez mais o “terreno”, para que floresça a mensagem sublime do Mestre nos corações de todas as criaturas terrenas. Todo o trabalho e todo o esforço são em nome de Deus e de Jesus, que incansavelmente trabalha por um mundo melhor, independente da massa que ainda o ignora, pois seu amor é incondicional.

Compreendendo a luz do mundo, que é Jesus, é preciso respeitar e amar também aquela que teve a nobre honra de ser sua mãe, e que hoje é também um iluminado espírito. É preciso observar o grandioso esforço do colégio apostolar que, ainda hoje, cumpre missões que, muitas vezes, passam despercebidas dos irmãos terrenos. E que possamos abençoar todos os esforços de todas as criaturas de boa-vontade, que desenvolvem trabalhos de muita dignificação em todos os cantos do planeta, estendendo os braços fortes a outros trabalhadores do Universo. Se a esperança está dispersa e tudo parece estar desamparado das forças divinas, eis que esta luz amorosa mais uma vez convida a todos para a reforma de si mesmo, que é a grande porta que pode transformar a vida terrena. Não há milagres que interfiram no livre-arbítrio de cada um, cabendo somente a cada homem, a cada mulher, a decisão em melhorar.

(163-) Por mau uso do livre-arbítrio, o homem não está adiando demais a era da espiritualidade na Terra?

Na construção do livre-arbítrio, toda a criatura se faz consciente de si mesma e livre propriamente. E Deus respeita o que Ele mesmo ofereceu às suas criaturas, com Leis que regulamentam toda a vida universal. Deus, que é todo amor e toda justiça, oferece sempre novas oportunidades aos seres, sabendo exatamente o limite necessário. Na Terra está acontecendo justamente isto, mais uma oportunidade que uns aproveitam e outros não. Pelo livre-arbítrio do homem, a vida na Terra poderia ser bem melhor. Mas a sábia justiça coloca o mesmo homem para colher o que plantou.

O período se aproxima, em verdade, o momento da separação do “trigo” e do “joio” já acontece, onde muitos irmãos terão novas oportunidades em planetas compatíveis com o próprio padrão evolutivo. Mas jamais estarão desamparados do amor divino. Pode parecer que alguns dos filhos de Deus sejam as escórias da humanidade, merecendo o suplício eterno, mas, na verdade, digo que o criminoso de hoje será bem-aventurado no amanhã dos tempos. Judas, o chamado Apóstolo traidor até os dias de hoje pela ignorância humana, lutou e evoluiu ao longo do tempo, e é no presente um mestre da espiritualidade. Abençoado tu és, ó Judas! Legítimo Apóstolo do Senhor!

(164-) A filosofia nova vem derrubar as filosofias já existentes no mundo?

A mensagem renovada de Jesus, não vem implantar uma nova religião ou partido, a fim de dividir ainda mais os seres humanos, nem tão pouco trazer uma novidade que não exista na Terra, pelo contrário, vem apenas dar continuidade ao que foi plantado com o advento do Cristianismo há milênios atrás. Tudo de bom que já existe no mundo deve somar forças para salvar a todos, neste momento histórico da humanidade.

25 – SÓ PELO AMOR SERÁ SALVO O HOMEM

(165-) No alvorecer dos tempos, a sabedoria de todos os séculos é reunida e resumida na palavra Amor. O sentimento mais profundo, a imagem mais bela na Mente Divina, o Bem ignorado pelas criaturas que não se sentem unificadas com o Universo.

Todo o nosso esforço, todo o nosso exemplo e todo nosso próprio amor em demonstrarmos as realidades eternas, também se encontram resumidas no amor. É neste sentimento que todas as criaturas estão mergulhadas, toda a construção Divina, conhecida e desconhecida dos filhos terrenos, têm a sua base no Amor. Toda a alegria, toda a felicidade, só é possível quando o ser vivente se expressa no amor para com seu semelhante, com a própria Natureza. Nada é mais bonito e nada é mais perfeito e Deus é Amor, a recíproca é verdadeira.

O amor salva o homem do desespero, do medo, da mesquinhez, da estagnação, da solidão, da doença, da falta de fé, da incompreensão, da ignorância e de todos os males que envolvem a criatura de Deus. Projeta e edifica no ser todas as virtudes, todas as qualidades e toda a paz.

De nada adiantarão estudar todas estas coisas se o Amor não for, pelo menos, uma flor que comece a desabrochar em suas almas. Sabem, no fundo de seu ser, a grandeza deste sentimento universal, mas, muitas vezes, interesses outros os colocam no inverso do Amor. O tempo decorreu, mas o homem terreno tem representado o mesmo papel equivocado de seus antecessores, em muitos casos, os mesmos espíritos em palcos diferentes, em novas oportunidades, mantêm-se fechados aos ensinamentos cristãos. É triste verificar homens e mulheres extremamente inteligentes, capacitados e saudáveis, mas que consideram irreal tudo aquilo que escapa do domínio de seus cinco sentidos, e ainda afirmam que o Universo é fruto do acaso. Com esta linha de raciocínio, assistimos a infelicidade que coroa, praticamente, todos os seres racionais da Terra.

Mas nada está perdido, o número de homens e mulheres conscientes de que a vida é muito mais do que parece aumenta significativamente, faltando apenas à união de forças para que, somado às Forças Eternas, possamos, finalmente, implantar o Reino de Amor na Terra.

Notamos que a indiferença tem sido o grande vilão no interior de cada um, fazendo-se urgente à mudança de paradigma. Também é notável a facilidade com que os seres humanos zombam de tudo que lhes escapa dos sentidos, marcando um grande arrependimento logo após o retorno ao Mundo das Causas.

Todas as criaturas dão sinais de amor, apenas permitem que sentimentos inferiores tomem o lugar, abrindo as portas para todas as discórdias.

26 – PEQUENA PRECE

Deus, infinito de todas as coisas, permita que os filhos terrenos conheçam a Tua glória e o Teu poder! Permita que todos nós entendamos a dinâmica do Teu Amor! Amor que se estende em todas as Tuas Leis!

Mostra aos homens da Terra que a morada no corpo de carne é fria, temporária e dolorosa, mas dai a todos, ó Pai, a força da resistência, o ânimo dos dias seguintes e a coragem para praticarmos, desde a Terra, o Amor que dignifica a própria vida, que une as criaturas, fazendo, juntas, vencedoras de todos os obstáculos!

Eterno Criador nos alerte sempre, a fim de que saibamos e não percamos de vista os objetivos de evolução! Evolução que nos projeta ao cume da sabedoria, à altivez da fraternidade e à Ciência de nós mesmos!

Pai continue amparando a toda gente, para que no futuro mais próximo, todos os homens aprendam a servir. Engajados no roteiro maior, no roteiro de luz, no roteiro de felicidade que só o Amor pode oferecer!

Gratos a Ti, ó Deus, por toda a eternidade!

28 – ONZE VERDADES ABSOLUTAS

1 – DEUS EXISTE

2 – DEUS TEM SEMPRE A RAZÃO

3 – O ESPÍRITO É IMORTAL

4 – EVOLUIR É LEI

5 – NÃO HÁ ESFORÇO GRATUITO NO UNIVERSO

6 – O UNIVERSO É PLURIDIMENSIONAL

7 – ESPÍRITO E MATÉRIA PERTECEM À MESMA ESSÊNCIA

8 – TODAS AS CRIATURAS SÃO ÚTEIS NO UNIVERSO

9 – A JUSTIÇA DIVINA ALCANÇA A TODOS

10 – O LIVRE-ARBÍTRIO É RELATIVO À CAPACIDADE DE CADA UM

11 – O MEDO É PAI DE TODAS AS VICISSITUDES

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